Novos paradigmas na aviação

Jatos sem piloto, navegação digital, novos combustíveis, aeroportos inteligentes, câmeras para controlar tráfego aéreo... A era é de mudanças!

Da redação em 14 de Outubro de 2011 às 08:02

Paulo Mercadante
Jorge Barros

Há alguns meses, a Fedex mostrou interesse em voar aeronaves de carga sem tripulação. A empresa divulgou a imagem de um protótipo de uma asa voadora controlada por softwares, dentro da qual havia containers ocupando todo o espaço interno. O FAA (órgão que regulamenta a aviação nos EUA) já começou estudos para viabilizar o voo comercial em aeronaves UAV (não tripuladas). E essa parece ser uma tendência natural, na medida em que os benefícios já são vistos pelo uso de UAV militares.

É a era de mudanças. Novidades no segmento aeronáutico corroboram essa percepção. A Embraer anunciou recentemente a realização de testes de seus E-170 com combustível 50% vegetal.

Na feira de Friedrishafen, na Alemanha, o foco dos últimos anos tem sido as alternativas ao uso de petróleo. Lá são expostas pequenas aeronaves movidas a eletricidade e outras, a nitrogênio. Tudo leva a crer que os combustíveis alternativos vieram para ficar. Ainda que o Brasil seja autossuficiente em Avgas e jet-A, a preservação ambiental se mantém como um apelo a pressionar pela mudança. Parte dela já está acontecendo pela implantação do CNS/ATM (navegação e controle aéreo com o uso de satélites) no mundo todo. No Brasil, o Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo) vem implantando a infraestrutura necessária à operação de novas rotas ATS, baseadas em navegação GNSS. E também as aerovias começam a dar lugar às rotas Rnav, mais diretas, que reduzem o consumo de combustível.

Os novos sistemas ADS-B e ADS-C irão suplementar a capacidade dos radares e prometem mais eficácia no controle e vigilância ATS. O ADS-B é especialmente importante para operação em áreas remotas e grandes aeroportos. O Decea está implantando a tecnologia na Bacia de Campos (RJ) para atender dezenas de helicópteros que ligam Macaé às plataformas marítimas.

A era de mudanças fica clara também pela quebra de paradigmas importantes. Em grandes aeroportos dos Estados Unidos e da Europa, o sistema ADS-B permite que as aeronaves que voam na ATZ ou taxiam enviem eletronicamente suas coordenadas à torre. Para os controladores, fica mais fácil observar os movimentos num monitor do que por binóculos. Na Suécia, o órgão responsável pelo controle de tráfego aéreo está desenvolvendo um centro de controle no qual funcionarão as torres remotas de três aeroportos. As imagens serão captadas por câmeras de alta definição e projetadas nos consoles dos controladores. As três torres serão operadas num único prédio. O sistema promete ser mais econômico na substituição de torres obsoletas e concentrar controladores num único espaço.

A solução escolhida para a absorção de um volume crescente de passageiros vem se consolidando na melhoria da produtividade dos recursos existentes. O uso inteligente de alguns aeroportos, como AERO apresentou na edição passada, pode atender às novas demandas. Novas tecnologias de identificação e facilitação de fluxo de passageiros permitem check-in via web, despacho de bagagens self-service, embarques com revista de bagagens realizada de forma seletiva e controle de passaportes por meio de leitores eletrônicos.

CURSOS TÉCNICOS E DE ENSINO SUPERIOR AINDA SEGUEM CARTILHAS ANTIGAS

No Brasil, o perfil dos passageiros também tem mudado. Buscando maior agilidade nos deslocamentos, muitos adquiriram seus próprios aviões. Para consolidar o cenário, uma nova categoria de avião está para ser aprovada no Brasil. O LSA (Light Sport Aircraft) será mais acessível ao cidadão com ou sem formação aeronáutica e promete elevar a ocupação de espaços aéreos e pátios de aeroportos.

Mas a era de mudanças parece não estar causando efeito na formação dos profissionais de aviação. Cursos técnicos e de ensino superior ainda seguem cartilhas antigas. Não se veem movimentos para a atualização das grades curriculares da maioria das entidades de ensino aeronáutico. E esse pode ser o gargalo que dificultará o ingresso do Brasil na era de mudanças.


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Artigo publicado nesta revista

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