Embraer e Bombardier

Brasil denuncia o Canadá

Embraer alega que o governo canadense financia ilegalmente a Bombardier


 

Com Airbus e Boeing saindo recentemente do ringue, a Organização Mundial do Comércio (OMC) deve, desde ontem, arbitrar uma nova reclamação entre dois fabricantes de aeronaves: de acordo com a Embraer, a rival canadense recebeu aproximadamente US$ 4 bilhões em subsídios (incluindo US$ 2,5 bilhões em 2016) em particular, para o desenvolvimento da família CSeries do governo de Quebec, e também para o setor ferroviário de Bombardier.

Essas subvenções não só permitiram à Bombardier sobreviver, assegura Brasil, mas também oferecer aviões a preços muito baixos), para criar "distorções no mercado de aviões comerciais", uma "violação das obrigações do Canadá com a OMC".

O Ministério de Relações Exteriores do Brasil também destacou que o Canadá se prepara para oferecer mais US$ 1 bilhão à sua gigante do transporte, provavelmente no próximo mês de março, para "garantir a viabilidade da família CSeries e o seu investimento no mercado a preços artificialmente baixos". Para Paulo César Silva, vice-presidente executivo para o mercado de aviação comercial, a denúncia à OMC "é a única maneira de assegurar uma concorrência leal no mercado." 

Embraer suspeitou da encomenda da Delta Air Lines - feita em abril último - de 75 Bombardier CS100, acompanhadas de 50 opções conversíveis em CS300. Essa compra não seria possível sem a intervenção de Quebec permitindo uma venda com prejuízo, assegura o fabricante brasileiro. Em julho último, no Salão Aeronáutico de Farnborough, o primeiro ministro de Quebec assegurou que a participação de 49% da província no programa da CSerie não incluia "un centavo em doações."

Santiago Oliver

Publicado em 20 de Dezembro de 2016 às 13:48


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