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Avião de combate não tripulado da Boeing conclui testes de furtividade

A Boeing concluiu testes de assinatura radar do avião não tripulado MQ-28; fabricante diz que teste confirma sua capacidade furtiva


MQ-28
Aeronave pode reduzir sua detecção por sensores inimigos, fornecendo dados para certificação, aquisição e desenvolvimento de táticas operacionais - Boeing

A Boeing anunciou na última segunda-feira (1), que concluiu testes de seção reta radar (Radar Cross Section – RCS) do MQ-28, aeronave não tripulada desenvolvida para atuar como de combate colaborativo (CCA).

Segundo o fabricante, os ensaios forneceram dados objetivos e repetíveis sobre o desempenho furtivo da aeronave, demonstrando a eficácia de seu projeto, processos de fabricação e materiais empregados para minimizar a assinatura radar.

Os testes de RCS foram realizados em uma unidade do MQ-28 com o objetivo de medir a quantidade de energia eletromagnética refletida pela aeronave e estimar as distâncias nas quais sistemas de radar adversários poderiam detectá-la.

De acordo com a Boeing, os resultados confirmaram que as escolhas de design e os materiais utilizados contribuem para reduzir a visibilidade da aeronave aos sensores de vigilância e defesa aérea.

Os dados obtidos também deverão ser utilizados em processos de certificação, aquisição e desenvolvimento de doutrinas operacionais, além de apoiar a definição de táticas e contramedidas em cenários de combate.

Atuação da plataforma

O MQ-28 foi concebido para operar em conjunto com aeronaves tripuladas em missões como vigilância, reconhecimento, guerra eletrônica e apoio a operações aéreas avançadas.

A validação da capacidade furtiva amplia o conjunto de evidências técnicas relacionadas ao programa e reforça a aptidão da aeronave para atuar em ambientes onde a sobrevivência depende da redução da exposição a sensores inimigos.

Segundo a Boeing, a combinação de baixa detectabilidade, autonomia avançada e integração com aeronaves de combate amplia as possibilidades de emprego operacional do sistema.

Apoio de dados

Os resultados dos testes passam a integrar a base de informações disponibilizadas a potenciais operadores e autoridades responsáveis por processos de aquisição e avaliação da aeronave.

O MQ-28 integra a nova geração de aeronaves colaborativas de combate desenvolvidas para atuar como multiplicadores de força em operações aéreas, acompanhando caças tripulados em missões de alta complexidade e contribuindo para ampliar a consciência situacional e a capacidade de sobrevivência das formações aéreas.

Por Marcel Cardoso
Publicado em 03/06/2026, às 08h49


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