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Aviação Militar

B-52 poderá receber míssil antinavio stealth

Marinha dos EUA pretende contratar a Lockheed Martin para integrar o míssil antinavio stealth LRASM ao bombardeiro B-52


AGM-158C LRASM
O AGM-158C LRASM combina baixa observabilidade e orientação autônoma para atacar navios em ambientes com interferência eletrônica - BAE System

A Marinha dos Estados Unidos avançou no plano de integrar o míssil antinavio AGM-158C LRASM ao bombardeiro B-52 e prestar suporte aos testes. O Naval Air Systems Command (NAVAIR) anunciou, em 7 de outubro, a intenção de contratar a Lockheed Martin para o processo de integração e testes do armamento.

Segundo o aviso, os trabalhos incluem atualização do software do míssil, ensaios, reparo dos equipamentos utilizados nos testes e reuniões técnicas para analisar falhas. A contratação prevista será feita com a divisão Missiles and Fire Control da Lockheed Martin.

O NAVAIR justifica a escolha por considerar a Lockheed Martin a única fornecedora qualificada com conhecimento, experiência e dados técnicos suficientes para atender às exigências dentro do prazo necessário. Apesar da intenção de contratação direta, outras empresas podem apresentar informações sobre sua capacidade técnica, propostas ou cotações até 22 de outubro.

Identificado como N00019-26-RFPREQ-WPM201-0237, o procedimento ainda não representa um contrato firmado. O documento não informa o valor dos serviços nem uma data para a entrada em operação do LRASM no B-52.

O míssil LRASM foi desenvolvido para atacar navios a longa distância em ambientes com forte oposição e interferência eletrônica. Seus sistemas de orientação reduzem a dependência de informações externas, enlaces de comunicação e navegação por GPS. O armamento já equipa os bombardeiros B-1B e os caças F/A-18E/F Super Hornet.

Por Edmundo Ubiratan
Publicado em 08/10/2026, às 15h00


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