Airbus é selecionada para iniciativa voltada ao desenvolvimento de drone multimissão híbrido

A Airbus anunciou nesta quarta-feira (4), que a subsdiária Survey Copter foi selecionada pela agência de defesa da Europa (EDA) para o projeto Multi Mission Unmanned Aircraft System (M2UAS).
O contrato integra uma série de iniciativas com duração de 48 meses e orçamento total aproximado de 1,1 milhão de euros (R$ 6,72 milhões), voltadas ao estudo e desenvolvimento de uma aeronave não tripulada híbrida para missões operacionais de múltiplas configurações.
O M2UAS prevê a análise e evolução de um sistema aéreo não tripulado com arquitetura modular, capaz de operar com diferentes cargas úteis e atender a distintos perfis de missão. A proposta envolve o desenvolvimento de uma plataforma híbrida, com foco na ampliação da versatilidade operacional e na adaptação a requisitos militares atuais e futuros.
A primeira fase do M2UAS terá duração de doze meses e será dedicada à análise das necessidades operacionais militares atuais e prospectivas, à avaliação de desafios tecnológicos e à identificação de caminhos de desenvolvimento associados.
O objetivo é orientar decisões tecnológicas e otimizar escolhas de arquitetura, ampliando a eficiência, a flexibilidade e o potencial multimissão da plataforma. As etapas subsequentes deverão consolidar as definições técnicas e operacionais para um sistema aéreo não tripulado com maior amplitude de emprego.
O projeto busca definir novas arquiteturas de drones capazes de executar uma gama ampliada de missões, incluindo vigilância e reconhecimento (ISR), guerra eletrônica, emprego de efeitos aéreos e reabastecimento automatizado em voo.
A iniciativa integra esforços europeus para fortalecer capacidades no campo dos sistemas aéreos não tripulados, com ênfase em interoperabilidade e escalabilidade.
O M2UAS se baseia no sistema aéreo não tripulado Capa-X, drone multimissão com peso máximo de 120 kg. A aeronave oferece alcance de enlace de dados de até 100 km, autonomia de até dez horas e capacidade de carga útil de até 20 kg.
O desenho modular permite adaptação a diferentes missões, configurações e exigências regulatórias, atendendo forças armadas, operadores civis e entidades públicas.
A arquitetura escalável também favorece integração de novos sensores, cargas úteis e sistemas de missão, alinhando-se às demandas contemporâneas da aviação não tripulada e da defesa europeia.
Por Marcel Cardoso
Publicado em 04/03/2026, às 09h34
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