Pilotos recusam vacina e são afastados de companhia aérea russa

Autoridades descartaram demissões

Marcel Cardoso Publicado em 07/09/2021, às 06h20 - Atualizado às 06h32

A Rússia, sede da Aeroflot, tem um dos processos de imunização mais lentos do mundo - Foto: Divulgação

A estatal russa Aeroflot colocou em licença ou férias não remuneradas vários pilotos que se recusaram a se vacinar contra a covid-19. A decisão foi confirmada por um porta-voz da companhia ao site de notícias RBC.

O presidente de um sindicato local reagiu e acusou o CEO da empresa, Mikhail Poluboyarinov, de discriminar a categoria, visto que 84% dos funcionários foram vacinados. Ele também o acusou de pressionar demissões voluntárias, já que a legislação local não prevê desligamentos para este tipo de recusa.

A Rússia, apesar de ter três tipos de vacinas disponíveis, está com o processo de imunização bastante lento. Apenas 26% da população recebeu as duas doses até o fim de agosto. Com o avanço da variante Delta no país, o Kremlin exigiu que 60% das empresas estejam com seus colaboradores vacinados, sob ameaça de multa ou suspensão das atividades se a meta não for atingida.

Nos Estados Unidos e no Brasil, outras companhias adotaram medidas mais duras, exigindo a apresentação de comprovantes de vacinação de seus funcionários, ameaçando desligar quem não o fizer nos prazos determinados.

 

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