Maior aeroporto da América Latina reduz número de voos

Aeroporto Benito Juárez, na Cidade do México, reduziu autorizações de pousos e decolagens por hora

Por Wesley Lichmann Publicado em 08/01/2024, às 15h50

Restrição é contestada pelas companhias aéreas - Divulgação AICM

O aeroporto internacional Benito Juárez, na Cidade do México, reduziu hoje (8), sua capacidade, seguindo resolução publicada em agosto do ano passado pelo governo mexicano.

Maior aeroporto da América Latina em passageiros e no movimento de aeronaves, o Benito Juárez, diminuiu as autorizaçõess de pousos e decolagens por hora, conhecidos como slots, de 52 para 43, o que representa uma redução de cerca de 30% em comparação a 2022, quando o primeiro corte dos voos foi implementado.

Contestada pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA, na sigla em inglês), a medida foi implementada dois anos depois das autoridades reduzirem os slots de 62 para 52, quando limitações do espaço aéreo foram citadas.

Estudos encomendados pela administração do presidente Andrés Manuel López Obrador, mostraram que a diminuição dos voos implementada em 2022 foi incapaz de reduzir a saturação dos terminais, já que as companhias aéreas passaram a utilizar aviões com maior capacidade.

A IATA questiona os metódos utilizados para medir a capacidade, e diz que o principal problema está na deterioração dos dois terminais que atendem o Benito Juárez.

No ano do primeiro corte da capacidade, o aeroporto movimentou 46.258.521 passageiros, transportados em 387.450 voos, figurando entre os vinte maiores do mundo. Sem a redução dos voos, a projeção considera que mais de 55 milhões de embarques e desembarques seriam registrados.

A decisão também pretende impulsionar as operações no aeroporto internacional Felipe Ángeles, conhecido pela sigla AIFA. Inaugurado em março de 2022, e localizado a 49 quilômetros da capital mexicana, a demanda no novo terminal está bem abaixo das projeções.

O governo mexicano reduziu os preços das taxas de pouso e de uso das instalações do novo aeroporto, forçando uma migração de parte dos voos para o AIFA, principalmente das companhias aéreas de baixo custo.

 

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