Viagens espaciais

Quem é quem na nova corrida espacial

Empresas privadas do Japão e da China também querem oferecer turismo espacial

Por Ernesto Klotzel em 17 de Abril de 2017 às 12:04

Por enquanto, a indústria espacial comercial é quase um monopólio ocidental, com empresas como a Space X de Elon Musk, a Virgin Galactic de Richard Branson e a Blue Origin de Jeff Bezos.

No entanto, as empresas espaciais na Ásia não parecem preocupadas com estes e outros concorrentes. São duas as empresas asiáticas que, no momento, se destacam quanto a suas pretensões espaciais: a PD Aerospace do Japão e os chineses da Kuang-Chi Science. Ambas pretendem oferecer serviços de voos espaciais para o público. 

O CEO da PD Aerospace admite que é improvável que companhias asiáticas possam rivalizar com empresas como Space X, Virgin Galactic ou Blue Origin, mas julga “que existe espaço para todos, o turismo espacial é um sonho universal não só para japoneses mas para a comunidade mundial. É importante para nós poder ver a Terra do espaço”.

A companhia, baseada em Nagoya, desenvolve atualmente uma nave sub-orbital reutilizável com sistema de propulsão híbrido jato-foguete para oito ocupantes inclusive dois pilotos. Ela está sendo projetada para atingir os 100 km de altitude, fronteira entre a atmosfera da Terra e o espaço. A primeira experiência está prevista para 2020, e o início das atividades comerciais, para 2023.

A PD Aerospace planeja cobrar US$ 126.640 por passageiro, importância que, com o tempo poderá baixar para US$ 3.600. “Queremos oferecer viagens espaciais a pessoas comuns” explica seu CEO.

Em comparação, a Virgin Galactic quer cobrar US$ 250.000 para a mesma viagem , enquanto para o planeta Marte (54,6 milhões de quilômetros da Terra) o preço por cabeça, pretendido pela Space X seria de US$ 200.000, bem ais barato. A Blue Origin ainda não revelou seus planos.

Em dezembro, a PD Aerospace recebeu 20,4 milhões de ienes da ANA Holdings, o maior grupo aeronáutico do Japão, e 30 milhões de ienes da HIS, uma das principais agências de viagens do país, por, respectivamente, 7% e 10.3% das ações da PD. Mais ações do tipo – ainda não divulgadas – se acham em andamento.

A Kuang-Chi Science de Shenzen, construiu uma cápsula ligada a um gigantesco balão de hélio que poderá transportar seis ocupantes a altitudes que podem variar de 20 km a 100 km.

A plataforma chinesa Traveller, pode ainda coletar dados relevantes à meteorologia e agricultura e fornecer uma rede de cobertura sem fio e oferecer um monitoramento de precisão do solo. O teste com ocupantes está previsto para 2020. Desde 2015, a Traveller fez duas ascenções, a segunda com uma tartaruga como passageiro.

Como seu colega japonês o CEO chinês não vê outras empresas aeroespaciais como concorrentes. Seus planos ambiciosos que preenchem o portfóilo da Kuang-Chi Science fizeram com que fosse conhecido como o “Elon Musk da China”.


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