Aviação Militar

China poderá ter avião invisível até 2020

Mudanças nas forças armadas chinesas priorizam novos equipamentos e missões internacionais

Da redação em 6 de Janeiro de 2016 às 09:00

 

O governo chinês anunciou que deverá reestruturar completamente suas forças armadas, incluindo o corte de até 300.000 militares. Além disso, o país deverá aumentar em 10% seus gastos militares em 2016, em parte devido a necessidade de modernização das forças com novos vetores de combate.

Um dos projetos mais ambiciosos é o Chengdu J-20, o primeiro caça de quinta geração chinês. O programa iniciado em meados de 2005, teve o primeiro exemplar flagrado em 2011, enquanto realizava testes em solo na planta da CAC (Chengdu Aerospace Corportation). Embora seguindo a tradição chinesa de manter sob absoluto sigilo qualquer programa aeroespacial, sabe-se que oito protótipos estão envolvidos na campanha de ensaios em voo.

Fontes chinesas afirmam que foram produzidos, até o momento, dois lotes com, destinados a testes e ensaios específicos. Os primeiros aviões receberam as designações 2001, 2002, 2011, 2012, 2013, 2015, 2016 e 2017. Os números de série apontam que os dois primeiros aviões eram efetivamente protótipos destinados as campanhas de ensaio em solo e em voo. Com o segundo lote recebendo os primeiros ajustes, voltados para campanhas de testes mais complexas, incluindo performance, manobrabilidade, implementação de sistemas eletrônicos, entre outros.

Um dos entraves atuais do J-20 é seu motor, que ainda não permite operar em regime de supercruise (voo supersônico sem auxílio de pós-combustores). Porém, analistas acreditam que a China está perto de obter a furtividade radar. As imagens mais recentes do protótipo 2012 mostram alguns sinais de evolução em relação aos dois primeiros exemplares, e evidenciam o uso do Luneburg Lens, dispositivo que amplia o eco radar. O objetivo nesse caso é permitir que o sistema de tráfego aéreo e os engenheiros possam acompanhar o avião em voo.

Recentemente, foi flagrado um novo exemplar com matricula 2101, que provavelmente é o primeiro exemplar de pré-série. Tal fato demonstra o avanço do programa J-20, que deverá ser concluído em meados do próximo ano. A expectativa da China é ter os primeiros aviões operacionais em meados de 2020.


Imagem divulgada em dezembro de 2015 mostra o protótipo 2101. Analistas acreditam que exemplar pode ser o primeiro exemplar de pré-série do programa J-20.

O governo chinês tem investido continuamente na modernização de suas forças armadas. Em 2015 Pequim havia autorizado um aporte extra de 10% no aporte do orçamento de defesa, o que representa um valor próximos aos US$ 141,5 bilhões. Para 2016 foi autorizado um novo aumento de 10% no orçamento militar.

Ainda assim, parte dos recursos serão destinados a reestruturação das forças armadas, como a redução de sete para quatro zonas militares, aumento na participação do país em forças de paz da ONU, etc.

Na imagem acima é possível observar o Luneburg Lens, cilindro instalado próximo ao trem de pouso principal.


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