Aviação Militar

Brasil anuncia vencedor do F-X2

Ministro da Defesa anuncia Gripen NG como novo caça brasileiro

Da redação em 19 de Dezembro de 2013 às 13:16

Após 20 anos, desde o início dos estudos para a renovação da frota de caças da FAB, finalmente o Palácio do Planalto bateu o martelo, optando pela proposta do Saab Gripen NG.
A escolha do caça sueco encerra um longo e controverso programa de reequipamento da FAB, que inclusive chegou a selecionar o Gripen na primeira concorrência, ainda na gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso.

A nova proposta da Saab, escolhida pelo Brasil, contempla a compra de 36 caças ao custo estimado de US$ 4,5 bilhões. Segundo o ministro da defesa, Celso Amorim, a escolha levou em consideração a performance, a transferência efetiva de tecnologia e o custo. A aquisição das aeronaves, contudo, não é imediata. O cronograma prevê entregas de aviões até 2023.

Após a confirmação da escolha do Gripen NG, a Rafale International e a Boeing divulgaram nota em que reconheciam a perda do contrato. Os franceses adotaram um discurso agressivo quando questionaram a escolha da proposta sueca. “Lamentamos que a escolha foi a favor de Gripen, um avião equipado com muitos itens de equipamento de origem de terceiros, especialmente dos EUA, e que não pertence à mesma categoria do Rafale”, afirmava um trecho da nota “O Gripen é um caça monomotor e mais leve, inferior à categoria do Rafale em termos de desempenho e, portanto, de custo”, pontuava.

O que pesou contra o Rafale foi seu custo total, quando o pacote inicial chegou a US$ 8 bilhões, somado ao elevado custo operacional, quase três vezes mais caro que o do Gripen.

A Boeing, no entanto optou por um tom mais conciliador, algo fundamentalmente importante num momento em que o governo americano passa por uma crise de confiança em Brasília. Além disso, a empresa tem planos de expansão no Brasil, incluindo uma parceria em curso com a Embraer.

“Embora decepcionante para a Boeing, a decisão, de forma alguma, diminui o comprometimento da empresa em expandir sua presença, ampliar suas parcerias e apoiar as necessidades do Brasil em termos de segurança. Nas próximas semanas, nós trabalharemos com a Força Aérea Brasileira (FAB) para entender melhor sua decisão”, dizia o texto, que ainda destacava o interesse de manter as relações bilaterais com o Brasil. “Nossa participação na concorrência F-X2 ofereceu a oportunidade de estabelecer parcerias importantes e colaboração com a indústria e o governo brasileiro, as quais continuaremos a expandir independentemente da decisão do F-X2”.

A Boeing, com apoio do governo americano, ofereceu um atraente pacote, orçado em US$ 7,5 bilhões, que incluía uma série de compensações como parcerias industriais e comerciais. No entanto, o escândalo de espionagem aniquilou qualquer apoio político ao negócio.

O contrato com a Saab será assinado em até 12 meses, período o qual o Brasil definirá suas exigências e necessidades, incluindo pontos estratégicos relacionados à transferência de tecnologia. Os primeiros aviões vão chegar 48 meses após a assinatura do contrato.


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