Voz e dados

Aviões terão caixa-preta ejetável capaz de boiar

No futuro, gravadores de voos alijáveis terão 25 horas de registros

Por Ernesto Klotzel em 23 de Junho de 2017 às 10:32



A Airbus deve implementar novos gravadores de voo fixos e alijáveis para seu programa de aeronaves comerciais, em colaboração com a L3 Technologies. Os novos equipamentos serão oferecidos em duas versões: um sistema fixo, protegido, composto pelo conjunto Gravador de Voz e Dados (CVDR) capaz de registrar até 25 horas de comunicações por áudio e parâmetros de voo, e um um Gravador de Voo de Ejeção Automática (ADFR).

O novo CVDR será mais leve e compacto, e oferecerá novos recursos ante os modelos antigos, incluindo interfaces mais versáteis. O novo CVDR obedece aos requisitos da EASA e ICAO no que tange ao período de gravações (25 horas), enquanto até agora só eram exigidas 2 horas (para as gravações de voz).  

Dois destes novos CVDR devem ser instalados nos jatos A320 de alcance menor, o que aumentaria em muito o grau de redundância para as duas modalidades de registro de informações, e em comparação com o encontrado hoje a bordo das aeronaves comerciais (somente um gravador de dados e um de voz). 

A outra versão do novo sistema – o AFDR – destina-se a aviões de longo alcance que voam por horas sobre oceanos ou áreas remotas, como A321LR, A330, A350WXB e A380. O ADFR agrega um novo e importante recurso aos aviões comerciais, a capacidade de um alijamento automático no caso de uma deformação estrutural séria ou submersão na água.

Projetado para boiar,  o módulo de memória contendo até 25 horas de gravação da voz e dos dados de voo será equipado com um Transmissor Localizador de Emergência (ELT) para auxiliar as equipes de socorro para sua  localização e resgate. 

Charles Champion, vice-presidente executivo de Engenharia da Airbus Commercial Aircraft, revela que, além de Airbus e L3 Technologies, integra o projeto a Leonardo DRS. "Os novos recursos de ejeção e gravação de 25 horas nos futuros gravadores de dados de voz vão começar com o A350WXB e, gradualmente, vamos estender esses recursos aos demais modelos de nossa linha de produtos”, diz o executivo.

Para a L3, a combinação dos sistemas fixo e alijável é um exemplo da tecnologia que, há décadas, tornou a empresa uma das principais provedoras de gravadores de voo para companhias aéreas e OEMs. Segundo a DRS Leonardo, a incorporação de um sistema alijável de registro de dados apóia os mais recentes requisitos da ICAO, para auxiliar na identificação e localização de aeronaves avariadas, enquanto garante a recuperação rápida dos dados de voo.

 O AFDR será instalado na parte traseira da fuselagem, enquanto o CVDR fixo ficará na parte dianteira – aumentando dessa forma o grau de redundância para a recuperação dos dois equipamentos.  Os novos sistemas serão disponíveis em 2019, inicialmente, à bordo dos A350WXB.  


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