Pistas circulares

Aeroportos com pistas circulares

Do alto, elas pareceriam autódromos

Por Ernesto Klotzel em 24 de Abril de 2017 às 12:27

A previsão mais recente da Associação Internacional do Transporte Aéreo (IATA) sugere que, em 2035, nada menos de 7,2 bilhões de passageiros – o dobro de 2016 – utilizarão o transporte aéreo comercial. O que, naturalmente, implica em um número maior de aeronaves em voo, para não falar da sobrecarga dos sistemas de controle de tráfego aéreo, passando pelos projetistas de aeroportos e urbanistas, mas um cientista holandês teve uma ideia radical que acha ser o arauto do futuro da aviação.

Henk Hesseling e seus colegas do Laboratório Nacional do Aeroespaço (NAL) na Holanda estão trabalhando em um projeto chamado “Pista sem fim” financiado pela Comissão Europeia, que propõe a substituição das longas pistas retilíneas de concreto por uma única pista circular, construída em torno da edificação de um Terminal. Para Henk, os benefícios seriam múltiplos: para começar, como os aviões podem decolar de qualquer ponto do círculo, podem evitar os perigosos ventos de través. Para a gestão do tráfego em um aeroporto multi-terminal, as pistas circulares teriam de ser de grandes dimensões. O NAL sugeriu um diâmetro mínimo de 3.500 m (circunferência de 11.000 m) que compara favoravelmente com os 2.400 m a 3.900 m típicos das pistas convencionais. 

Em termos de área ocupada, cerca de 9,6 km2, seria menor do que o aeroporto londrino de Heathrow, com seus 12,27 km2. Pistas circulares conduziriam assim para aeroportos menores sem sacrificar o tráfego aéreo. Segundo a equipe de projetos, até três aeronaves poderiam decolar ou pousar simultaneamente, com uma melhoria sensível na movimentação geral e fluxo das operações. O design da instalação se assemelharia a um velódromo, (circular em vez de oval) com piso inclinado para estabilizar a aeronave em sua trajetória, permanentemente curva.

A equipe holandesa lembra não ter sido a primeira a investigar o potencial de uso de uma pista circular, divulgada em uma artigo na revista norte-americana “Popular Science Monthly” nos idos de 1919. A ideia foi patenteada em 1921, gradualmente esquecida até os anos 1950, quando ressurgiu. Nos anos 1960, um piloto da Marinha dos EUA, James R.Conrey conseguiu nova patente para uma pista circular que nunca foi construída. No entanto, a ideia foi testada com aeronaves a hélice e jatos, na pista circular da General Motors, em sua Área de Provas em 1964/65. 

Na ocasião, os pilotos tiveram muitas dificuldades para se acostumar aos novos procedimentos de decolagem e pouso. Problemas referentes às aeronaves tem relação com os estresses impostos aos trens de pouso pela distribuição desigual de peso e o desafio representado pela força centrífuga, diretamente dependente do diâmetro da instalação circular.


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