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Rolls-Royce testa motor de avião movido 100% a hidrogênio

A Rolls-Royce e a TCS testaram uma turbina aeronáutica modificada com 100% de hidrogênio durante um ciclo de voo simulado


motor hidrogênio
Rolls-Royce e Tata Consultancy Services concluíram demonstração que simulou decolagem, cruzeiro e pouso para avaliar combustão, combustível e controles do motor - Divulgação

A Rolls-Royce e a Tata Consultancy Services (TCS) anunciaram nesta quinta-feira (27), que concluíram uma demonstração de uma turbina a gás aeronáutica modificada operando com 100% de hidrogênio durante um ciclo de voo totalmente simulado.

O ensaio reproduziu etapas de decolagem, cruzeiro e pouso e avaliou tecnologias associadas à combustão, ao sistema de combustível e aos controles do motor.

O programa de propulsão a hidrogênio foi iniciado pela Rolls-Royce e pela easyJet em 2022 e passou a contar com a TCS em 2024. A empresa de tecnologia participou das atividades de engenharia, desenvolvimento, testes e validação do sistema.

O teste

A demonstração foi estruturada para reproduzir as condições de operação de uma aeronave ao longo de um ciclo de voo. O motor modificado funcionou exclusivamente com hidrogênio durante o ensaio.

Entre os principais pontos avaliados estavam o comportamento da combustão com hidrogênio, a integração do sistema de combustível, os controles do motor, a preparação e execução dos testes, a validação dos resultados, a análise dos dados obtidos, o gerenciamento de riscos e o projeto detalhado dos sistemas.

O objetivo foi obter dados sobre o comportamento do hidrogênio puro em uma turbina a gás aeronáutica e avaliar tecnologias necessárias para sua utilização como combustível de aviação.

Participação da TCS

Como parceira de engenharia da Rolls-Royce, a TCS atuou em diferentes etapas do programa, incluindo a integração do sistema de combustível e dos controles do motor, análise da combustão, preparação dos ensaios e processamento dos resultados.

Hidrogênio na aviação

A utilização de hidrogênio em motores aeronáuticos é uma das alternativas estudadas para reduzir as emissões de carbono da aviação. Em uma turbina a gás alimentada diretamente por hidrogênio, a combustão não produz CO₂ proveniente do combustível. Entretanto, a operação pode gerar óxidos de nitrogênio (NOx), dependendo das condições de combustão.

Além do desenvolvimento do motor, a adoção do hidrogênio na aviação exige soluções para armazenamento, distribuição e abastecimento do combustível. A baixa densidade volumétrica do hidrogênio implica tanques significativamente maiores do que os utilizados para combustíveis de aviação convencionais, com impactos sobre a arquitetura das aeronaves e sua integração.

A demonstração da Rolls-Royce e da TCS concentrou-se principalmente na operação da turbina e em seus sistemas associados, não representando, por si só, uma demonstração de uma aeronave comercial movida a hidrogênio.

O projeto também envolveu a easyJet, a NASA, o órgão britânico Health and Safety Executive (HSE) e outros participantes do setor aeroespacial.

Por Marcel Cardoso
Publicado em 27/08/2026, às 17h18


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