O terminal de cargas do aeroporto internacional do Rio de Janeiro movimentou 36.600 toneladas de cargas importadas no primeiro semestre

O terminal de cargas do aeroporto internacional do Rio de Janeiro movimentou 36.600 toneladas de cargas importadas entre janeiro e junho de 2026, volume 8% superior ao registrado no mesmo período de 2025, segundo dados divulgados pela concessionária RIOgaleão, na última terça-feira (4).
Em valor CIF — indicador que reúne custo da mercadoria, seguro e frete — as operações totalizaram US$ 9,3 bilhões, crescimento de 17% na comparação anual. Os resultados representam o sexto recorde semestral consecutivo da unidade de cargas.
Os segmentos aeroespacial, petróleo e gás, farmacêutico e comércio eletrônico internacional foram os principais responsáveis pela expansão das operações, refletindo tanto a atividade industrial do estado do Rio quanto o aumento das importações por plataformas internacionais de e-commerce impulsionadas pelo programa Remessa Conforme.
A operação de remessas expressas internacionais, iniciada em 2025, completou seu primeiro ano com 4.300 toneladas movimentadas e mais de trinta milhões de encomendas processadas.
No primeiro semestre de 2026, esse segmento respondeu por 3.100 toneladas e mais de 24 milhões de remessas. A expectativa do terminal é encerrar o ano com aproximadamente 45 milhões de encomendas processadas.
Atualmente, as remessas expressas representam 15% do peso das importações movimentadas pelo terminal. De acordo com a RIOgaleão, o aeroporto detém 23% do mercado brasileiro de remessas expressas internacionais, após iniciar essa operação em janeiro de 2025.
Além do aumento no volume transportado, foram apontadas melhoras nos indicadores operacionais do terminal. O tempo médio de permanência das cargas importadas foi de 42 horas no primeiro semestre de 2026, indicador utilizado para medir a eficiência dos processos logísticos e aduaneiros.
Entre os segmentos avaliados, tecnologia apresentou a maior redução no tempo de permanência, com queda de 37% em relação ao primeiro semestre de 2025 e média de apenas vinte horas.
Na sequência aparecem o segmento de petróleo e gás — serviços, com redução de 24%, e o farmacêutico, que registrou diminuição de 22%.
Segundo o terminal, os resultados decorrem da integração entre importadores, exportadores, companhias aéreas, agentes de carga, despachantes aduaneiros, transportadores e órgãos intervenientes nas operações.
Por Marcel Cardoso
Publicado em 06/08/2026, às 08h43
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