Petrobras oferece mecanismo para mitigar reajuste do QAV em abril e preservar demanda no setor aéreo

A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (1), que disponibilizará ao mercado, nos próximos dias, um termo de adesão que permite reduzir o impacto do reajuste do preço do querosene de aviação (QAV).
A medida já está em vigor e é direcionada às distribuidoras que abastecem a aviação comercial no Brasil.
Pelo mecanismo proposto, as distribuidoras poderão aplicar um aumento de 18% no preço do QAV em abril, percentual inferior ao reajuste contratual previsto de 54,8%. A diferença será diluída e poderá ser paga em seis parcelas mensais, com início em julho.
Segundo a Petrobras, o instrumento busca suavizar o repasse imediato de custos em um momento de forte pressão sobre os preços internacionais de derivados de petróleo.
O modelo de parcelamento introduz maior previsibilidade financeira para as distribuidoras e, indiretamente, para companhias aéreas e operadores da aviação de transporte regular. A postergação parcial do reajuste permite diluir impactos sobre o fluxo de caixa em um horizonte de médio prazo.
Ainda segundo a Petrobras, o mecanismo poderá ser reavaliado para os meses de maio e junho, com parâmetros ainda a serem definidos conforme as condições de mercado.
A estatal atribui o cenário de alta às cotações internacionais dos derivados de petróleo, intensificadas por tensões geopolíticas recentes no Oriente Médio. Esse ambiente tem elevado o custo do combustível de aviação globalmente, afetando diretamente o QAV, insumo crítico para a operação de aeronaves comerciais e executivas.
O QAV representa mais de um terço dos custos operacionais da aviação comercial e da aviação de negócios, segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). A mitigação parcial do reajuste busca preservar a demanda por transporte aéreo e evitar oscilações abruptas nos preços ao consumidor final.
Por Marcel Cardoso
Publicado em 01/04/2026, às 15h39
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