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Ministério Público apreende helicóptero Robinson R66

Ministério Público de São Paulo apreendeu um helicóptero Robinson R66 durante operação que investiga fraude de R$ 500 milhões


R66
Aeronave está entre os bens apreendidos em investigação sobre suposto esquema de investimento fraudulento em ouro que teria movimentado R$ 500 milhões - Ministério Público de São Paulo

O Ministério Público de São Paulo apreendeu um helicóptero Robinson R66 avaliado em mais de R$ 10 milhões durante a Operação Sanakay, deflagrada nesta terça-feira (29), contra um esquema investigado por estelionato, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

A ação cumpre treze mandados de busca e apreensão em municípios de São Paulo e no Rio de Janeiro.

Além da aeronave, foram apreendidos veículos de alto padrão, ouro, seis armas de fogo, munições, uma prensa, cerca de quatro quilos de pólvora, estojos e projéteis. A operação permanecia em andamento até a divulgação das informações.

Operação Sanakay

A operação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Recuperação Patrimonial (GAEPP) e pela Promotoria de Justiça que atua perante as Varas Estaduais de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, Direitos e Valores.

Participam também equipes do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (DOPE), da Polícia Civil, e do 1º Batalhão de Choque, da Polícia Militar.

Segundo o Ministério Público, as investigações apontam para uma associação criada para aplicar golpes por meio de um suposto investimento em ouro. Os investigados teriam apresentado aos participantes a possibilidade de obter rendimentos elevados com a compra do minério e sua posterior comercialização no mercado internacional.

Suposto esquema

De acordo com a investigação, os responsáveis pelo esquema conseguiram autorização interna para apresentar as chamadas cotas de investimento a integrantes da própria comunidade étnica. A estratégia teria contribuído para a formação de uma rede de investidores e vítimas dentro de um grupo relativamente restrito.

O Ministério Público estima que mais de 2.000 pessoas tenham sido prejudicadas. O volume financeiro movimentado pelo esquema é calculado em aproximadamente R$ 500 milhões.

Os recursos, segundo as apurações, não teriam sido destinados à atividade de compra e venda de ouro apresentada aos investidores. Parte do dinheiro teria sido utilizada na aquisição de bens de luxo, enquanto outra parcela permanecia aplicada com o objetivo de produzir uma aparência de rentabilidade e estimular novos aportes.

Bens de luxo

As investigações indicam que algumas vítimas chegaram a vender bens pessoais para conseguir realizar os investimentos. Após integrantes da comunidade identificarem indícios de fraude e cobrarem a restituição dos valores, os recursos não teriam sido devolvidos.

A recuperação patrimonial é uma das frentes da investigação. Em 14 de agosto, a pedido do GAEPP, a Vara Estadual das Garantias de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, Direitos e Valores da Capital determinou um segundo sequestro de bens e valores relacionados ao caso.

A nova medida alcançou R$ 162 milhões e atingiu outros beneficiários finais apontados nas investigações.

Apreensões anteriores

O bloqueio mais recente se soma às medidas determinadas em abril deste ano. Na ocasião, foram atingidos bens mantidos em nome ou posse de 137 pessoas físicas e 32 pessoas jurídicas.

A primeira etapa incluiu 52 imóveis, além de veículos, recursos mantidos em contas bancárias e aplicações financeiras. O conjunto das medidas busca alcançar patrimônio que, segundo as investigações, estaria relacionado aos valores obtidos com o esquema.

Por Marcel Cardoso
Publicado em 29/09/2026, às 10h50


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