Decisão fixa compensação superior a US$ 410 mil para famílias chinesas ligadas ao desaparecimento do Boeing 777

Um tribunal da China determinou que a Malaysia Airlines indenize em mais de US$ 410 mil cada uma das oito famílias chinesas que moveram ações judiciais pelo desaparecimento do voo MH370, ocorrido em 2014.
A decisão estabelece que a companhia aérea e outros réus cumpram os valores previstos na Convenção de Montreal e na legislação chinesa, incluindo compensações por danos materiais e morais, além de despesas funerárias, compensação por sofrimento emocional, perdas adicionais e outros custos.
Entre as 239 pessoas a bordo do Boeing 777-200, desaparecido em 8 de março de 2014, dois terços eram cidadãos chineses. Os demais passageiros eram oriundos da Malásia, Indonésia, Austrália, Índia, Estados Unidos, Holanda e França. O desaparecimento do avião continua sem explicação até hoje.
O voo MH370 partiu de Kuala Lumpur com destino a Pequim e sumiu dos radares menos de uma hora após a decolagem. Mais de uma década após o desaparecimento, as famílias seguem em busca de respostas, enquanto o caso permanece como uma das maiores incógnitas da aviação civil. Ainda que alguns componentes tenham sido encontrados na costa africana, não existe nenhuma pista de onde o avião possa estar.
No último dia 3 de dezembro, o Ministério dos Transportes da Malásia anunciou que retomará as buscas em águas profundas para tentar localizar os destroços do Boeing 777. A nova operação, prevista para começar no fim do mês, será a terceira expedição de grande escala destinada a esclarecer o destino do voo MH370.
Por Marcel Cardoso
Publicado em 12/12/2025, às 08h43
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