Brasil ultrapassa 133.000 drones registrados na Agência Nacional de Aviação Civil e amplia demanda por pilotos qualificados

O mercado brasileiro de drones alcançou 133.000 aeronaves registradas até fevereiro deste ano no Sistema de Aeronaves Não Tripuladas (Sisant), da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).
O avanço consolida a expansão do segmento de aeronaves não tripuladas no país e intensifica a demanda por operadores qualificados, em um cenário de escassez de mão de obra especializada.
A evolução do uso de drones no Brasil reflete a transição de aplicações recreativas para operações profissionais em múltiplos setores econômicos. O movimento acompanha a digitalização de serviços e a incorporação de tecnologias como inteligência artificial e conectividade 5G.
A atuação como piloto de drone no Brasil exige idade mínima de dezoito anos, aptidão física adequada e cumprimento de exigências regulatórias. Entre elas, estão o registro da aeronave no Sisant e o cadastro junto ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea).
No caso das operações agrícolas, as exigências são mais rigorosas. É obrigatória a realização do Curso de Aplicador Aéreo Agrícola Remoto (CAAR), instituído pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, com carga horária mínima de 28 horas.
As operações com drones devem seguir regulamentação específica da ANAC. Desde 2023, drones utilizados em atividades agrícolas passaram a ser enquadrados na Classe 3, independentemente do peso máximo de decolagem.
Apesar da simplificação regulatória em alguns aspectos, permanecem exigências operacionais essenciais, como realização de voos apenas em áreas sem presença de pessoas não envolvidas, limite máximo de altitude de 120 metros (400 pés) e operações dentro da linha de visada visual (VLOS) ou com apoio de observadores (Evlos).
Esse conjunto de regras visa assegurar a segurança operacional e a conformidade regulatória das operações com aeronaves não tripuladas.
A remuneração de pilotos de drones no Brasil varia conforme experiência, região e complexidade das operações. Profissionais em início de carreira registram ganhos entre R$ 6 mil e R$ 8 mil mensais, podendo alcançar R$ 10 mil ou mais.
No agronegócio, operadores com maior especialização podem superar R$ 12 mil mensais, especialmente em períodos de alta demanda. O cenário de crescimento contínuo, aliado à evolução tecnológica e à maior definição regulatória, posiciona a carreira como uma alternativa relevante dentro da aviação de baixa altitude e da economia digital.
Por Marcel Cardoso
Publicado em 13/04/2026, às 08h10
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