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Carga médica urgente tem liberação rápida no aeroporto de Guarulhos

Medicamento de uso urgente foi liberado em poucos minutos após chegar ao aeroporto de Guarulhos e transferido diretamente da aeronave para um helicóptero


desembarque carga Guarulhos
Operação foi realizada de forma conjunta entre Receita Federal e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa - Receita Federal

Uma carga de medicamento de uso urgente foi liberada em poucos minutos após desembarcar no aeroporto internacional de São Paulo, na noite da última sexta-feira (11), durante uma operação coordenada entre a Receita Federal e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O produto, cujo potencial terapêutico é reduzido com o passar do tempo, foi encaminhado diretamente para transporte aéreo até o destino final, onde seria utilizado em atendimento hospitalar.

A operação foi planejada previamente pelas equipes dos dois órgãos. A antecipação dos procedimentos necessários permitiu que o despacho aduaneiro fosse concluído logo após a chegada da carga ao Brasil.

A medida reduziu o intervalo entre o desembarque da aeronave e a disponibilização do medicamento para a cadeia de atendimento médico. Por se tratar de um produto de uso urgente e com perda de eficácia associada ao tempo, a logística foi organizada para evitar permanência prolongada no terminal de cargas.

Transporte direto por helicóptero

Após o desembarque, a carga foi transferida diretamente da aeronave, um Boeing 787-9 da American Airlines (N837AN), para um helicóptero responsável por levá-la ao destino final.

O procedimento eliminou etapas intermediárias de transporte e reduziu o tempo de permanência da medicação no aeroporto. A integração entre os procedimentos aduaneiros, sanitários e logísticos permitiu manter o fluxo da carga entre a chegada ao país e o encaminhamento para utilização hospitalar.

Integração

A atuação conjunta entre a Receita Federal e a Anvisa faz parte de uma estratégia utilizada para agilizar a entrada no país de produtos considerados essenciais para a saúde pública.

A Receita Federal também mantém cooperação com o Ministério da Saúde e operadores logísticos em operações envolvendo medicamentos, vacinas e outros insumos médicos. Nesses casos, os procedimentos precisam conciliar o controle aduaneiro e sanitário com as necessidades específicas de cargas sensíveis ao tempo.

Experiência durante a pandemia

A logística para cargas de saúde ganhou relevância adicional durante a pandemia de covid-19. Naquele período, a Aduana brasileira participou de operações destinadas a acelerar a liberação de vacinas, medicamentos e outros produtos utilizados no enfrentamento da emergência sanitária.

Por Marcel Cardoso
Publicado em 14/09/2026, às 13h52


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