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Greve na Lufthansa continua e mais de 1.400 voos são cancelados

Greves de pilotos e comissários da Lufthansa provocam centenas de cancelamentos e impactam voos aeroportos alemães


Lufthansa
Paralisações coordenadas de tripulantes e pilotos elevam cancelamentos e afetam operações em múltiplos aeroportos alemães - Divulgação

A Lufthansa enfrenta uma escalada de paralisações trabalhistas em abril, com comissários de bordo anunciando greve de dois dias a partir de amanhã (15), em paralelo à mobilização de pilotos que entrou em seu segundo dia hoje (14).

A ação conjunta amplia o impacto sobre voos partindo de hubs estratégicos na Alemanha, com centenas de cancelamentos já registrados, inclusive de partidas do/para o Brasil.

Um sindicato de comissários (UFO) disse que a paralisação dos tripulantes de cabine afetará operações nos aeroportos Munique e Frankfurt. Segundo a entidade, a decisão ocorre após impasse nas negociações trabalhistas.

A mobilização inclui também tripulantes da Lufthansa CityLine, ampliando o alcance da paralisação para aeroportos como Hamburgo, Bremen, Stuttgart, Colônia, Düsseldorf, Berlim e Hannover.

Histórico

A nova greve sucede uma paralisação anterior, realizada na última sexta-feira (10), que resultou em mais de 520 voos cancelados.

Dados da plataforma FlightAware indicam que, apenas nesta terça-feira (14), cerca de 555 voos da Lufthansa e da Lufthansa CityLine foram cancelados, após aproximadamente novecentos cancelamentos registrados no dia anterior.

No Brasil, o voo LH500, de Frankfurt para o Rio de Janeiro (GIG), foi cancelado pelo segundo dia seguido. Já em São Paulo (GRU), os cancelamentos afetaram o voo LH506, também de Frankfurt.

Impasse

Paralelamente, pilotos ligados a um outro sindicato (VC) seguem em greve por falta de avanços em negociações coletivas envolvendo diferentes unidades do grupo, incluindo Lufthansa Cargo, Lufthansa CityLine e Eurowings. A entidade informou que voos para o Oriente Médio estão excluídos da paralisação, em função do contexto de conflito na região.

Em nota, o Lufthansa Group lamentou os transtornos causados pelos movimentos grevistas e está contatando proativamente os passageiros afetados por e-mail e orienta a verificação do status dos voos antes do deslocamento aos aeroportos.

"Dada a baixa margem na Lufthansa Classic, que por si só não permitiria investimentos em novas aeronaves, não há espaço para novos aumentos. Greves não mudarão isso”, disse Michael Niggemanno, diretor de recursos humanos da companhia aérea, em um posicionamento anterior sobre as paralisações.

Por Marcel Cardoso
Publicado em 14/04/2026, às 08h40


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