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Lucro da Lockheed Martin recua 15% no primeiro trimestre

Lucro da Lockheed Martin no primeiro trimestre de 2026 fechou em US$ 1,49 bilhão, queda de 15% em relação ao mesmo período de 2025


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Empresa registra fluxo de caixa livre negativo, enquanto reforça contratos para ampliar produção de sistemas de defesa - Divulgação

A Lockheed Martin divulgou nesta quinta-feira (23), os resultados financeiros do primeiro trimestre de 2026, reportando lucro líquido de US$ 1,49 bilhão (R$ 7,41 bilhões), queda de 15% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O fabricante obteve receita de US$ 18 bilhões, em linha com o primeiro trimestre de 2025. O fluxo de caixa operacional caiu para US$ 220 milhões, ante US$ 1,4 bilhão no primeiro trimestre de 2025, enquanto o fluxo de caixa livre ficou negativo em US$ 291 milhões, comparado a US$ 955 milhões positivos no período anterior.

A empresa destacou avanços em programas de alta complexidade tecnológica, incluindo a espaçonave Orion, utilizada na missão Artemis II, conduzida pela agência espacial norte-americana (NASA). Segundo a Lockheed Martin, a missão realizou com sucesso reentrada e amerissagem após transportar tripulação a distâncias recordes da Terra.

No segmento de defesa, o fabricante citou a operação contínua dos caças de quinta geração F-35 Lightning II e F-22 Raptor em cenários de alta complexidade. Também foram mencionados sistemas integrados de defesa antimísseis, incluindo radares de varredura eletrônica, o sistema Aegis e interceptadores como THAAD e Patriot.

Acordos 

A empresa reportou ainda a assinatura de acordos estruturais com o governo dos Estados Unidos para ampliar a produção de munições e sistemas avançados, incluindo interceptadores Patriot, THAAD e o míssil PrSM. Os contratos preveem compromissos plurianuais de demanda.

A estratégia envolve expansão da cadeia de suprimentos, investimentos em infraestrutura industrial e reforço da força de trabalho, com foco em escalabilidade produtiva.

O fabricante reiterou seu guidance para o ano fiscal de 2026, com expectativa de crescimento de aproximadamente 5% na receita e 25% no lucro operacional em relação a 2025.

Por Marcel Cardoso
Publicado em 23/04/2026, às 10h51


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