Leonardo apresenta na Farnborough Airshow 2026 seu portfólio multidomínio de defesa, incluindo aeronaves militares e helicópteros

A italiana Leonardo irá apresentar durante a Farnborough International Airshow 2026, que começou nesta segunda-feira (20), um portfólio de soluções voltadas à integração operacional entre os domínios aéreo, terrestre, marítimo, espacial e cibernético.
A empresa irá destacar programas de aeronaves tripuladas e não tripuladas, helicópteros, sistemas de defesa antidrone (C-UAS), sensores avançados, cibersegurança, tecnologias espaciais e arquiteturas de comando e controle, com foco na interoperabilidade entre plataformas e no uso de inteligência artificial para apoio à tomada de decisão.
Segundo a Leonardo, o atual cenário geopolítico amplia a necessidade de capacidades capazes de operar de forma integrada entre diferentes domínios operacionais. A estratégia da companhia está baseada na conexão entre sensores, plataformas, sistemas de comando e controle e recursos operacionais, permitindo compartilhamento e exploração de dados em ambientes considerados complexos.
A empresa disse ainda que também amplia sua capacidade industrial e fortalece cadeias de suprimentos para atender à evolução dos requisitos de defesa e segurança.
Na área de aviação militar, a Leonardo apresenta programas já em operação e projetos de próxima geração. Entre os destaques estão o Eurofighter Typhoon, o Global Combat Air Programme (GCAP), os caças de treinamento M-346 Block 20 e M-345, o helicóptero multimissão AW149 e o demonstrador de helicóptero totalmente autônomo Proteus, além da
parceria com a empresa turca Baykar, por meio da joint venture LBA Systems.
Segundo o fabricante, o objetivo é integrar plataformas tripuladas e não tripuladas dentro de um ecossistema operacional único, permitindo maior interoperabilidade entre sistemas.
O segmento espacial será apresentado como uma das prioridades estratégicas da companhia. Entre os projetos em desenvolvimento estão sistemas de vigilância espacial;
serviços em órbita, novas parcerias industriais europeias e uma constelação própria de observação da Terra.
Segundo a Leonardo, essa infraestrutura utilizará inteligência artificial embarcada, processamento de dados diretamente no espaço e comunicação entre satélites para acelerar a obtenção e distribuição de informações destinadas a aplicações civis e de defesa.
A empresa também apresenta a arquitetura integrada Michelangelo Dome, desenvolvida para conectar sensores, sistemas de comando e controle e sistemas de defesa dentro de um único ecossistema operacional.
Segundo a Leonardo, a arquitetura reúne capacidades de defesa aérea e antimísseis em uma estrutura escalável, permitindo operações coordenadas entre os domínios aéreo, terrestre, marítimo, espacial e cibernético, com compartilhamento de informações em tempo real e resposta integrada às ameaças.
Por Marcel Cardoso
Publicado em 20/07/2026, às 10h14
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