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Grupo mexicano compra participação da Zurich Airport no aeroporto de Confins

Zurich Airport acorda venda de sua participação indireta de 12,75% da concessionária do aeroporto internacional de Belo Horizonte


CNF
Participação indireta será transferida para subsidiária do grupo mexicano ASUR; operação ainda depende de aprovações regulatórias - BH Airport

A Zurich Airport Brasil anunciou nesta sexta-feira (21), que acordou a venda de sua participação minoritária indireta de 12,75% na BH Airport, concessionária do aeroporto internacional de Belo Horizonte, para a Aeropuerto de Cancún, subsidiária do grupo mexicano Grupo Aeroportuario del Sureste (ASUR).

O grupo ASUR é o controlador da Motiva Aeroportos, que já tinha participação na concessão. A conclusão da operação depende das condições usuais de fechamento e das aprovações regulatórias necessárias. 

A transação deverá ser concluída nos próximos meses e gerar um ganho líquido não recorrente de aproximadamente US$ 21 milhões para o grupo Zurich Airport no momento do fechamento.

Participação no aeroporto

A Zurich Airport ingressou no projeto do aeroporto de Confins em 2013, ano em que foi concedida a atual concessão do terminal. A empresa passou a deter uma participação minoritária indireta de 12,75% no empreendimento.

A concessão do aeroporto internacional de Belo Horizonte tem prazo de trinta anos e foi concedida em 2013. Em 2025, o aeroporto movimentou aproximadamente 13,3 milhões de passageiros.

Participação minoritária

O grupo mexicano que adquiriu a participação na concessionária atua na administração de aeroportos e já possui participação no empreendimento de Confins. A operação amplia sua participação na estrutura societária do aeroporto brasileiro.

A transferência ainda depende da obtenção das autorizações regulatórias aplicáveis e de outras condições previstas para o fechamento da transação.

Estratégia internacional

A venda está relacionada à estratégia internacional da Zurich Airport de concentrar sua atuação em participações majoritárias associadas à responsabilidade operacional dos aeroportos.

A saída da participação minoritária reduz a exposição da empresa a um ativo no qual não possui controle operacional, enquanto mantém o foco de sua estratégia internacional em empreendimentos nos quais exerce participação majoritária e responsabilidade pela operação.

Por Marcel Cardoso
Publicado em 21/08/2026, às 11h30


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