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Aeroportos regionais do Sudeste vão receber R$ 310 milhões em investimentos

O Ministério de Portos e Aeroportos destinará R$ 310,1 milhões, entre 2026 e 2027, para aeroportos regionais do Sudeste


CAW
Recursos incluem estudos, estações meteorológicas e obras em terminais regionais de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro - Grupo Infra

O Ministério de Portos e Aeroportos anunciou nesta quinta-feira (29), a destinação de R$ 310,1 milhões, no ciclo 2026–2027, para investimentos em aeroportos regionais da Região Sudeste.

Os recursos integram a carteira pública de investimentos do governo federal voltada à aviação regional.

Foco na aviação regional e integração territorial

Segundo o ministério, os investimentos buscam reduzir gargalos históricos, elevar os padrões de segurança operacional e preparar os aeroportos regionais para acompanhar o crescimento da demanda e a diversificação das operações aéreas.

O Sudeste é o principal motor econômico do país, e fortalecer seus aeroportos regionais significa aproximar o interior dos grandes centros, estimular investimentos e ampliar oportunidades. A aviação regional é essencial para garantir crescimento com integração e competitividade”, disse Silvio Costa Filho, ministro dos Portos e Aeroportos.

Estudos e projetos básicos

A carteira de investimentos prevê R$ 13 milhões para a elaboração de estudos e projetos básicos nos aeroportos de Angra dos Reis e Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro; e Salinas, Varginha e Patos de Minas, em Minas Gerais.

Essa etapa tem como finalidade estruturar intervenções compatíveis com as características operacionais de cada terminal, além de proporcionar maior previsibilidade técnica e agilidade na execução das obras futuras.

Ampliação da infraestrutura meteorológica

Outro eixo do programa é a instalação de estações meteorológicas em aeroportos regionais do Sudeste, com investimento estimado em R$ 33,6 milhões. Os equipamentos serão implantados nos aeroportos de Pará de Minas, Pouso Alegre, Teófilo Otoni e Ubaporanga, em Minas Gerais; além de Americana e Piracicaba, em São Paulo; e Paraty, no Rio de Janeiro.

A ampliação da rede meteorológica tem impacto direto na regularidade dos voos e na confiabilidade do planejamento aéreo, especialmente em uma região caracterizada por alta densidade de tráfego e diversidade de operações, incluindo aviação regular, aviação geral e aviação de negócios.

Obras e novos empreendimentos aeroportuários

A carteira contempla ainda obras e melhorias de infraestrutura no aeroporto de Varginha/MG e no eixo Rio Claro–Piracicaba, em São Paulo.

Nesse último caso, está prevista a implantação de um novo aeroporto, com potencial para ampliar a capacidade regional e criar condições para novos fluxos de passageiros e cargas, reforçando a malha aérea regional do Sudeste.

Por Marcel Cardoso
Publicado em 29/01/2026, às 15h55


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