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Farnborough International Airshow 2026

GE Aerospace realiza primeiro voo híbrido-elétrico acima de 30.000 pés

GE Aerospace, NASA, Beta Technologies e Boeing realizaram o primeiro voo híbrido-elétrico acima de 30.000 pés utilizando um Saab 340B modificado


Saab 340B
Campanha validou um sistema de propulsão híbrido-elétrica em altitudes equivalentes às de aeronaves comerciais, com voos superiores a duas horas - GE Aerospace

A GE Aerospace anunciou nesta segunda-feira (20), durante o Farnborough International Airshow 2026, a realização do primeiro voo híbrido-elétrico da indústria aeronáutica acima de 30.000 pés (cerca de 9.140 metros), marco alcançado em colaboração com a agência espacial norte-americana (NASA), a Beta Technologies e a Boeing.

A campanha de ensaios utilizou um Saab 340B modificado e demonstrou a operação de um sistema de propulsão híbrido-elétrico em altitudes equivalentes às utilizadas por aeronaves comerciais de passageiros. O voo mais longo em modo híbrido-elétrico superou duas horas de duração.

O programa de ensaios foi conduzido no âmbito do projeto Electrified Powertrain Flight Demonstration (EPFD), da NASA, voltado ao desenvolvimento de tecnologias de propulsão eletrificada para futuras aeronaves comerciais de corredor único.

Segundo a GE Aerospace, o sistema empregado reúne um conjunto integrado de propulsão híbrido-elétrica de classe megawatt e arquitetura de múltiplos quilovolts. O objetivo é validar soluções capazes de ampliar a eficiência energética, a autonomia operacional e a gestão de potência durante diferentes fases do voo.

Saab 340B

A aeronave utilizada na campanha foi um Saab 340B, adaptado especificamente para receber o sistema híbrido-elétrico no lado direito da fuselagem. O conjunto foi instalado em uma nacele invertida, projetada para aumentar a ventilação durante os ensaios em voo.

O sistema reúne motores-geradores, conversores de potência, inversores, controladores eletrônicos, caixas de transmissão Avio Aero, hélices Dowty, trocadores de calor Unison, sensores de torque, chicotes elétricos e um motor GE CT7. As baterias foram fornecidas pela BAE Systems, enquanto a Aurora Flight Sciences, subsidiária da Boeing, desenvolveu a nacele utilizada nos testes.

Os voos foram realizados nos Estados Unidos por pilotos da GE Aerospace e da BETA Technologies. Posteriormente, pilotos da Beta transportaram a aeronave até o Reino Unido para participação no Farnborough International Airshow, operando em modo híbrido-elétrico durante todas as etapas da travessia.

Desempenho em altitude comercial

De acordo com a Beta Technologies, a campanha permitiu validar o comportamento do sistema em condições típicas de operação de aeronaves comerciais, incluindo desempenho durante subida e operação em elevada altitude.

Durante o Farnborough International Airshow, a aeronave integra a programação oficial de demonstrações em voo e também permanece em exposição estática para visitantes.

Desenvolvimento específico

Segundo a Aurora Flight Sciences, o projeto envolveu a integração de um sistema de propulsão eletrificada de alta tensão em uma aeronave capaz de operar em altitudes comerciais.

Nos motores híbrido-elétricos, o conjunto elétrico trabalha em conjunto com uma turbina a gás convencional para otimizar a distribuição de potência ao longo do voo. Segundo a GE Aerospace, essa arquitetura pode ser aplicada em diferentes combustíveis e também é compatível com futuras configurações de motores, como o conceito Open Fan.

Durante a campanha de ensaios, as equipes de engenharia concentraram o desenvolvimento em desafios técnicos associados à operação em altitude, incluindo gerenciamento térmico, redução da pressão atmosférica e elevada densidade de potência. Nos voos realizados, o sistema elétrico auxiliou tanto na propulsão da hélice quanto na geração de energia para recarga das baterias.

Por Marcel Cardoso
Publicado em 20/07/2026, às 07h44


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