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Aviação Militar

Exercício militar no Centro-Oeste reforça treinamento conjunto de combate aéreo

O Exercício Escudo-Tínia 2026 iniciou a campanha aérea ofensiva na base aérea de Anápolis com missões Comao


FAB
Fase operacional do exercício conjunto inclui missões aéreas compostas, integração entre forças e operações coordenadas de combate aéreo - FAB/Sargento André Souza

O Exercício Conjunto Escudo-Tínia 2026 iniciou na última segunda-feira (18), a segunda fase operacional na base aérea de Anápolis, em Goiás, com foco na execução da Campanha Aérea Ofensiva.

A etapa é marcada pelas Missões Aéreas Compostas, conhecidas internacionalmente como Comao (Composite Air Operation), consideradas operações de alta complexidade na aviação de combate contemporânea.

As missões Comao reúnem diferentes tipos de aeronaves em operações coordenadas para concentrar poder aéreo sobre alvos simulados em território inimigo. O modelo operacional envolve aeronaves de ataque, defesa aérea, reconhecimento, controle e alarme em voo, além de missões de reabastecimento aéreo.

O objetivo é treinar a integração entre tripulações, controladores e estruturas de comando e controle em cenários de elevada complexidade operacional.

Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), o planejamento das missões começa aproximadamente 24 horas antes da execução e segue padrões operacionais internacionais utilizados pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Todas as comunicações operacionais, desde os briefings até os debriefings, são realizadas em língua inglesa para ampliar a interoperabilidade entre os meios empregados.

Planejamento operacional

De acordo com o Major Aviador Daniel Vitor Alves de Oliveira, comandante do Primeiro Esquadrão do Décimo Grupo de Aviação (1º/10º GAV) – Esquadrão Poker, a campanha aérea ofensiva representa uma das principais fases do treinamento operacional.

As missões Comao simulam cenários muito próximos da realidade, exigindo planejamento detalhado, integração entre diferentes meios e elevada capacidade de coordenação das tripulações. É exatamente esse tipo de missão que empregaremos em um cenário real de combate”, disse o Major Aviador Oliveira.

O exercício também enfatiza o Debriefing Operacional, etapa de análise pós-voo voltada à identificação de lições aprendidas e ao aperfeiçoamento dos procedimentos utilizados durante as operações aéreas.

Marinha, Exército e Força Aérea

O Escudo-Tínia 2026 é conduzido pelo Comando de Operações Aeroespaciais (Comae), pelo Comando de Preparo (Comprep) e pela base aérea de Anápolis.

A operação reúne militares da Marinha do Brasil, do Exército Brasileiro e da Força Aérea Brasileira em um ambiente voltado ao treinamento conjunto e à atuação integrada em cenários de combate de alta complexidade.

Por Marcel Cardoso
Publicado em 19/05/2026, às 08h38


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