A Embraer entregou o primeiro jato regional E175 à Air Peace, com sede na Nigéria

A Embraer anunciou nesta terça-feira (30), a entrega do primeiro jato regional do modelo E175 à Air Peace, companhia aérea da Nigéria, ampliando a parceria entre as empresas e fortalecendo a estratégia da transportadora de expandir a conectividade doméstica e regional na África Ocidental.
Com a incorporação do novo E175, a Air Peace passa a operar três modelos do fabricante brasileiro, além do E195-E2 e do ERJ145. Segundo a Embraer, a aeronave permitirá maior flexibilidade de capacidade em diferentes mercados, além de apoiar a abertura de novas rotas e o aumento da frequência de voos.
O E175 foi incorporado à frota da Air Peace como parte da estratégia de expansão das operações domésticas e regionais da companhia. A aeronave será utilizada em rotas de baixa e média densidade, segmento em que jatos regionais oferecem maior adequação de capacidade operacional.
De acordo com a empresa, a expectativa é ampliar a frequência em rotas estratégicas dentro da Nigéria e iniciar serviços para outras quatro cidades africanas, fortalecendo a malha aérea regional.
A Embraer destaca que o mercado africano de transporte aéreo deverá registrar crescimento de longo prazo, impulsionado pelo aumento da população, pela urbanização, pela expansão da demanda por viagens e pela necessidade de maior integração entre cidades do continente.
Segundo o African Connectivity Report 2026, estudo de mercado divulgado pelo fabricante, existem atualmente 55 pares de cidades africanas sem voos diretos, número superior aos 45 identificados na edição de 2025. O levantamento aponta oportunidades para a abertura de novas rotas utilizando aeronaves de capacidade compatível com mercados regionais, como o E175.
O Embraer E175 integra a família de jatos regionais do fabricante brasileiro e é voltado para operações em mercados de baixa e média demanda. Segundo a Embraer, o modelo oferece menor consumo de combustível, redução de emissões e flexibilidade operacional para companhias aéreas que buscam expandir sua rede sem elevar significativamente a oferta de assentos.
Por Marcel Cardoso
Publicado em 30/06/2026, às 08h20
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