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Canadá vende 10 CC-130H Hercules para combate a incêndios florestais

Canadá condiciona venda de 10 CC-130H Hercules à Coulson Aviation, que pretende converter as aeronaves para combate a incêndios florestais


C-130H
Aeronaves haviam sido retirados de serviço pela RCAF - Divulgação

O governo do Canadá anunciou nesta sexta-feira (7), a venda condicionada de dez aeronaves militares CC-130H Hercules à Coulson Aviation.

A empresa canadense pretende converter os aviões, anteriormente operados pela Força Aérea Real Canadiana (RCAF), para missões civis de combate aéreo a incêndios florestais.

A conclusão da operação depende da finalização dos procedimentos contratuais e das aprovações regulamentares da Transport Canada, necessárias para certificar as antigas aeronaves militares para utilização civil.

Frota retirada de serviço

Os dez Hercules integram um lote de doze CC-130H que foi retirado de serviço pela RCAF em janeiro deste ano. Os dois aviões restantes serão preservados para exposição pública em bases militares e museus canadenses.

A venda está sendo coordenada pela GCMil, estrutura dos Serviços Públicos e Aprovisionamento do Canadá responsável pela alienação de equipamentos militares excedentes em nome da Defesa Nacional.

O governo não divulgou o valor da transação. Segundo as autoridades canadenses, o preço de venda e as informações relacionadas à proposta comercial são confidenciais.

Conversão para combate a incêndios

A também canadense Coulson Aviation pretende converter, manter e operar os dez CC-130H em missões de combate aéreo a incêndios. A certificação pela Transport Canada será necessária antes que os aviões possam ser utilizados comercialmente no país.

A transferência ocorre em um cenário de temporadas de incêndios florestais mais severas no Canadá, aumentando a demanda por aeronaves e outros recursos destinados ao combate aos incêndios.

Segundo o governo, a venda para uma empresa canadense também deverá contribuir para a manutenção de empregos e para a atividade do setor aeroespacial, além de ampliar os meios disponíveis para operações de emergência.

Por Marcel Cardoso
Publicado em 07/08/2026, às 21h27


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