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Lucro da Bombardier tem leve recuo no segundo trimestre

Bombardier fechou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido de US$ 191 milhões, queda de pouco mais de 1% em relação ao ano anterior


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Fabricante entregou 32 aeronaves no segundo trimestre, registrou receita recorde na divisão de serviços, elevou o backlog para US$ 21,8 bilhões e manteve as projeções financeiras para 2026 - Divulgação

A Bombardier divulgou nesta quinta-feira (30), os resultados financeiros do segundo trimestre de 2026, reportando lucro líquido de US$ 191 milhões, recuo de 1,04% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O fabricante canadense de jatos de negócios reportou receita de US$ 2,15 bilhões entre abril e junho, alta de 6% em relação ao mesmo período de 2025, impulsionada principalmente pelo desempenho da divisão de serviços e pela entrega de 32 aeronaves.

A carteira de pedidos alcançou US$ 21,8 bilhões ao fim de junho, enquanto a empresa reiterou que permanece alinhada às projeções financeiras revisadas para todo o exercício de 2026. 

Pós-venda

O segmento de pós-venda permanece como um dos principais vetores de crescimento do fabricante. Como parte dessa estratégia, a Bombardier reiterou a expansão do centro de serviços de Singapura, cuja capacidade deverá praticamente dobrar quando as operações ampliadas entrarem em funcionamento no segundo semestre de 2028.

Carteira de pedidos

A demanda por aeronaves executivas, especialmente pelo Global 8000, contribuiu para um índice book-to-bill de 1,5 vez no trimestre.

A carteira de pedidos atingiu US$ 21,8 bilhões em 30 de junho, crescimento de US$ 4,3 bilhões em relação ao encerramento de 2025. Segundo a companhia, tanto clientes da aviação de negócios quanto do segmento de defesa contribuíram para a expansão do backlog.

Fluxo de caixa

O fluxo de caixa livre atingiu US$ 228 milhões no segundo trimestre, revertendo o consumo de caixa de US$ 164 milhões registrado no mesmo período de 2025, representando uma melhora anual de US$ 392 milhões.

O fluxo de caixa proveniente das atividades operacionais somou US$ 338 milhões, frente ao consumo de US$ 128 milhões registrado um ano antes.

Os investimentos líquidos em ativos imobilizados (PP&E) e ativos intangíveis totalizaram US$ 110 milhões, aumento de US$ 74 milhões na comparação anual.

Por Marcel Cardoso
Publicado em 30/07/2026, às 08h47


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