A Boeing registrou receita de US$ 24,6 bilhões no segundo trimestre, entregou 171 aeronaves comerciais e alcançou backlog recorde de US$ 715 bilhões

A Boeing divulgou nesta terça-feira (28), os resultados financeiros do primeiro semestre, reportando prejuízo líquido de US$ 435 milhões, uma redução de pouco mais de 32% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O fabricante registrou receitas de US$ 46,8 bilhões, alta de 11%. Somente no terceiro trimestre, o montante foi pouco mais da metade do total, impulsionado pelo aumento das entregas de aeronaves comerciais, melhora no capital de giro e maior estabilidade operacional.
Em 30 de junho, a empresa possuía US$ 20 bilhões em caixa e investimentos em títulos negociáveis, ante US$ 20,9 bilhões no início do período. A redução decorreu principalmente de pagamentos de dívidas, parcialmente compensados pela geração de caixa.
A divisão de aviação comercial registrou receita de US$ 11,8 bilhões, com margem operacional negativa de 2,7%. O desempenho foi atribuído ao maior número de entregas, melhora no mix de produtos, evolução operacional e outros ajustes.
Durante o trimestre, a produção do Boeing 737 iniciou a transição para um ritmo de 47 aeronaves por mês, enquanto a linha adicional de montagem do programa entrou em produção inicial de baixa cadência em julho.
No período, a divisão contabilizou 246 pedidos líquidos, incluindo encomendas da Korean Air, Delta Air Lines e SMBC Capital. As entregas totalizaram 171 aeronaves, enquanto a carteira de pedidos superou 6.200 aviões, avaliados em aproximadamente US$ 597 bilhões.
A divisão de Defesa, Espaço e Segurança alcançou receita de US$ 7,5 bilhões, impulsionada pelo aumento do volume de produção. A margem operacional permaneceu negativa em 0,2%.
Os resultados incluem perdas de US$ 280 milhões relacionadas ao programa presidencial VC-25B, atribuídas principalmente ao reforço de recursos destinados à produção e certificação. A empresa manteve a previsão da primeira entrega da aeronave para 2028.
A carteira de pedidos da divisão atingiu US$ 85 bilhões, sendo 27% provenientes de clientes internacionais.
A unidade de serviços globais registrou receita de US$ 5,3 bilhões, impulsionada pelo aumento da demanda por serviços aeronáuticos.
A margem operacional foi de 18,1%, refletindo os impactos da venda da unidade Digital Aviation Solutions, custos mais elevados e mudanças no mix de negócios. Ao final do período, a carteira de pedidos da divisão somava US$ 33 bilhões.
Por Marcel Cardoso
Publicado em 28/07/2026, às 08h44
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