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Boeing 787 terá aumento do peso máximo de decolagem

FAA aprova aumento de peso máximo de decolagem para os Boeing 787-9 e 787-10


B787
Atualização de iMTOW permite maior carga útil e alcance, com impacto direto na eficiência operacional das companhias aéreas - Divulgação

A agência federal de aviação dos Estados Unidos (FAA) aprovou a atualização de peso máximo de decolagem (iMTOW) para a família 787, da Boeing, permitindo que as variantes -9 e -10 operem com maior carga útil ou combustível adicional em rotas de longo curso.

A medida viabiliza maior alcance operacional ou aumento no transporte de passageiros e carga, com impacto direto na eficiência das operações de aviação comercial.

Segundo a Boeing, as primeiras aeronaves com as modificações estruturais necessárias já estão em processo de certificação final e entrega. A atualização foi desenvolvida a partir de demandas operacionais de companhias aéreas globais por maior flexibilidade de carga e alcance.

A implementação ocorre em aeronaves recém-produzidas, que passam a contar com reforços estruturais compatíveis com o novo limite de peso.

Ganho de capacidade

Desde dezembro, refinamentos de projeto permitiram que o 787-9 aumente sua capacidade em até 10.000 libras (4,5 toneladas) adicionais. Já o 787-10 passa a suportar até 14.000 libras (6,3 toneladas) extras, que podem ser alocadas entre combustível, carga paga ou passageiros.

Esse incremento operacional amplia o espectro de missões, especialmente em rotas de ultra longo curso e mercados de baixa densidade com alta demanda específica.

Primeiros operadores

A Air New Zealand, cliente de lançamento do 787-9, será uma das primeiras operadoras a receber aeronaves com o novo iMTOW. A companhia pretende utilizar o incremento de capacidade em rotas de longa distância.

Histórico 

Introduzido em 2011, o 787 acumula mais de 1.200 unidades entregues em todo o mundo. O programa influenciou diretamente o desenvolvimento de aeronaves concorrentes, como o Airbus A350, além de inspirar soluções aplicadas em modelos posteriores da Boeing.

Em 2025, a Qatar Airways anunciou encomenda de 130 aeronaves, enquanto a Delta Air Lines formalizou seu primeiro pedido do modelo no início de 2026.

Por Marcel Cardoso
Publicado em 24/03/2026, às 09h25


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