Resultado recorde em 2025 ocorre apesar de entraves gerados pela paralisação do governo dos EUA e pelo clima severo

A American Airlines Group divulgou hoje (27), os resultados financeiros do quarto trimestre e do acumulado de 2025, registrando receitas recordes tanto no período quanto no ano completo, apesar de impactos relevantes provocados por fatores externos, como a paralisação do governo dos Estados Unidos e eventos climáticos severos.
No quarto trimestre, a American Airlines alcançou receita recorde de US$ 14,0 bilhões. No acumulado de 2025, o faturamento chegou a US$ 54,6 bilhões, também um recorde histórico para o grupo.
O balanço estima que o shutdown do governo dos Estados Unidos teve impacto negativo de aproximadamente US$ 325 milhões na receita do quarto trimestre, concentrado principalmente nas operações domésticas.
O lucro líquido GAAP foi de US$ 99 milhões no quarto trimestre e US$ 111 milhões no ano, equivalentes a US$ 0,15 e US$ 0,17 por ação diluída, respectivamente. Excluindo itens especiais, o lucro líquido ajustado foi de US$ 106 milhões no trimestre e US$ 237 milhões em 2025, com ganhos de US$ 0,16 e US$ 0,36 por ação.
Segundo o CEO da American Airlines, Robert Isom, os resultados refletem uma base sólida para crescimento nos próximos anos. “A American está posicionada para um avanço significativo em 2026 e além. Os investimentos em experiência do cliente, rede, frota, parcerias e no programa de fidelidade colocam a companhia na posição correta ao celebrarmos nosso centenário”, afirmou.
Apesar do impacto da paralisação governamental, o desempenho de receita unitária de passageiros apresentou melhora sequencial em relação ao terceiro trimestre em todas as operações internacionais.
No mercado doméstico, a receita unitária caiu 2,5% na comparação anual, mas teria sido positiva sem o efeito do shutdown. Os produtos premium mantiveram desempenho superior ao da classe econômica, reforçando a estratégia da empresa de ampliar a participação de assentos e serviços de maior valor agregado.
As reservas, que mostraram enfraquecimento no fim do quarto trimestre, apresentaram recuperação relevante em janeiro. Nas três primeiras semanas de 2026, as entradas de receita do sistema cresceram em ritmo de dois dígitos na comparação anual, impulsionadas principalmente pelas cabines premium e pelo segmento corporativo. Com base nesse desempenho, a American projeta crescimento de receita total entre 7% e 10% no primeiro trimestre de 2026.
No campo operacional e de produto, a companhia destacou avanços na experiência do cliente, incluindo a introdução do Flagship Suite em rotas de longo curso, a ampliação da rede de lounges premium e o início da oferta de Wi-Fi via satélite de alta velocidade gratuito para membros do programa AAdvantage. A empresa também anunciou melhorias no aplicativo móvel e ajustes na malha, com destaque para a reorganização do hub de Dallas/Fort Worth (DFW), que passará a operar com treze bancos de conexões.
Do ponto de vista financeiro, a American reduziu sua dívida total em US$ 2,1 bilhões em 2025, encerrando o ano com US$ 36,5 bilhões em dívida total e US$ 30,7 bilhões em dívida líquida. A empresa espera atingir a meta de menos de US$ 35 bilhões em dívida total já em 2026, um ano antes do previsto. A liquidez disponível ao final do ano foi de US$ 9,2 bilhões.
Para 2026, a companhia projeta lucro por ação ajustado entre US$ 1,70 e US$ 2,70 e fluxo de caixa livre superior a US$ 2 bilhões, mesmo considerando os impactos iniciais da tempestade de inverno Fern, que resultou em mais de 9.000 cancelamentos de voos e é considerada a maior interrupção operacional climática da história da empresa.
Por Edmundo Ubiratan
Publicado em 27/01/2026, às 14h09
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