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American Airlines é pressionada após resultados fracos

Sindicatos de pilotos e comissários declaram perda de confiança no CEO da American Airlines


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Sindicatos citam falhas operacionais, estratégia comercial e resultados financeiros inferiores aos de Delta e United Airlines - Guilherme Amâncio

Sindicatos que representam pilotos e comissários de bordo da American Airlines manifestaram, nos últimos dias, perda de confiança na gestão de Robert Isom, CEO da companhia aérea, citando desempenho financeiro inferior ao de concorrentes, falhas operacionais recorrentes e decisões estratégicas adotadas no período pós-pandemia.

Ontem (9), a Association of Professional Flight Attendants (APFA) anunciou um “voto unânime de desconfiança” em relação a Isom. Segundo a entidade, a American ficou “perigosamente atrás” de concorrentes diretos no mercado norte-americano no período pós-pandemia.

Críticas dos pilotos e pedido ao conselho

A Allied Pilots Association (APA), que representa os pilotos da companhia, divulgou na última sexta-feira (6), um comunicado dizendo ter “perdido a confiança na capacidade da gestão de corrigir o rumo”. 

O sindicato aponta que Delta Air Lines e United Airlines acumularam vantagens competitivas relevantes nos últimos anos. “A gestão se autoelogia por uma suposta eficiência líder do setor, mas falha em monetizar plenamente os ativos sob sua responsabilidade, deixando a companhia em posição inferior de receita em comparação com Delta e United”, disse.

Em 2025, a Delta Air Lines reportou lucro líquido de US$ 5 bilhões (R$ 26 bilhões), enquanto a United Airlines alcançou US$ 3,4 bilhões (R$ 17,7 bilhões). Por sua vez, a American teve resultado positivo de apenas US$ 111 milhões (R$ 576,3 milhões).

Operações e estratégia sob questionamento

Entre os pontos levantados pelos sindicatos estão a lenta recuperação da American após recentes eventos climáticos nos Estados Unidos e uma “estratégia corporativa de vendas malsucedida”, que levou a companhia a abandonar, em 2024, a transição para um modelo de distribuição mais direta.

A APA acrescenta que suas críticas refletem “padrões persistentes de deficiências operacionais, culturais e estratégicas”, com impacto direto no desempenho da empresa e nas condições de trabalho.

A American Airlines tem reiterado posicionamentos feitos por Robert Isom durante a divulgação dos resultados anuais mais recentes. No fim de janeiro, o executivo disse: “Estou entusiasmado com as oportunidades à frente da American à medida que começamos a ver os benefícios do nosso trabalho em 2026”.

Segundo Isom, a estratégia da companhia está baseada em quatro pilares: “entregar uma experiência consistente e elevada ao cliente, maximizar o poder da nossa rede e frota, construir parcerias que aprofundem a lealdade e o valor de longo prazo, e continuar avançando em vendas, distribuição e gestão de receitas”. Ele acrescentou que “2026 será o ano em que esses esforços começarão a dar resultados”.

A American Airlines faz voos regulares de Miami, Nova York (JFK) e Dallas para os aeroportos internacionais de São Paulo (GRU) e/ou do Rio de Janeiro (GIG). 

Por Marcel Cardoso
Publicado em 10/02/2026, às 09h16


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