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ENSAIO
   

172
   

Título
Bonito e bom de voar

Texto
Hernani Dippólito

Fotos
Ricardo Beccari

 

A empresa eslovaca AeroSpool desenvolveu durante anos o trabalho com fibras de carbono, e de vidro, na produção e manutenção de planadores de alta performance. No início da década de 1990, a empresa produzia carretas para o transporte de planadores, utilizadas por vários fabricantes de toda a Europa.

A experiência acumulada foi usada no projeto de uma aeronave leve de alta performance. O produto final foi o Dynamic WT-9, um avião surpreendente, com ótimas características de vôo e beleza estética invejável. Com grande sucesso em toda a Europa, o WT-9 também recebeu o certificado de LSA (Light Sport Aircraft), nos Estados Unidos, onde é empregado por seus proprietários em missões como treinador, reboque de planadores ou apenas como avião de turismo. No Brasil, o Dynamic é representado pela Edra Aeronáutica, empresa estabelecida na cidade de Ipeúna, no interior paulista. Com mais de 20 anos de experiência em materiais compostos, a Edra é hoje um pólo de construção da aviação experimental no País e um dos maiores centros de treinamentos para pilotos de helicóptero da América Latina.
 
Além disso, oferece uma gama de serviços que inclui manutenção de aeronaves e instrução de vôo. Para satisfazer boa parte dos seus pilotos-clientes, a Edra saiu em busca de um ultraleve fácil de voar e, ao mesmo tempo, com boa performance aerodinâmica. A empresa já representa o ultraleve alemão Ilkarus, indicado para pilotos iniciantes, e produz o refinado ultraleve anfíbio Super Petrel. “O WT-9 nos surpreendeu e se encaixou perfeitamente em nossa proposta”, admite Rodrigo Scoda, presidente da Edra Aeronáutica. Scoda explica que, após alguns anos de pesquisa, resolveu viajar para a Europa e conhecer a AeroSpool. O que encontrou na Eslováquia foram instalações admiráveis com um rígido controle de qualidade na linha de produção. O próximo passo foi voar o Dynamic e conhecer suas características. O resultado não podia ser diferente, e Scoda voltou para o Brasil com a representação do avião.

 

Leia a matéria completa na edição 172 de Aero.


173
   

Título
Ele é uma flecha!

Texto
Daniel Torelli

Fotos
Ricardo Beccari

 

 

 

O monomotor é, de modo geral, a porta de entrada para a aviação. Afinal, toda a instrução básica de vôo é praticada em aeronaves com um só motor. É também nessa categoria que se encontra uma enorme variedade de clássicos e antigos — verdadeiras paixões dos aviadores —, e uma série de modelos de uso variado, certificados e experimentais. Por isso, a disputa, nesse segmento, é hoje muito grande e, nessa verdadeira guerra para conquistar novos proprietários, cada fabricante potencializa as virtudes de seu produto. No caso dos aviões da tradicional fábrica norte-americana Mooney, o apelo é a velocidade. Por isso, ela acaba de trazer para o Brasil o Acclaim Type S, o monomotor a pistão mais rápido do mercado, que já conta com dois exemplares em operação no País. A disputa pelo título de aeronave monomotor mais veloz com o Cessna 400 foi apertada, mas o Mooney ficou na frente por dois nós (237 nós contra 235 nós do Cessna). Outros pontos fortes da Mooney são a tradição, de mais de meio século, de produzir aviões bons e velozese algumas opções que costumam agradar à maioria dos clientes desse segmento, como possuir trem de pouso retrátil enquanto seus concorrentes diretos são “perna dura”, e a construção metálica, frente à utilização cada vez maior do material composto na estrutura e fuselagem das aeronaves.

 

 

O Acclaim é a última versão do consagrado modelo M20 da Mooney. Agora ele tem a denominação de M20TN e traz algumas modificações que, segundo os amantes do Mooney, transformaram o Acclaim no melhor exemplar da família. Entre as principais alterações, destamos: um nova parede de fogo (firewall) para receber o motor Continental IO550 biturbo e com dois intercoolers; aumento da capacidade total de combustível para 100 galões (como opcional existem tanques maiores, de 128 galões); novos bocais de abastecimento; novas tomadas de ar para o motor que reduziram o arrasto e eliminaram a necessidade de cowl flaps, pois conseguem refrigerar o motor de forma eficiente sem gerar arrasto; pontas de asa levemente torcidas para reduzir o arrasto induzido. Um ponto curioso é que o motor Continental pode gerar 310 hp, mas, no novo Acclaim, a potência foi reduzida para 280 hp. Deste modo, o motor trabalha bem frio e com muita margem, o que reduz o desgaste da máquina e o consumo de combustível. Tudo isso sem afetar a performance. Também ajudam no desempenho as novas hélices da Hartzel e as tradicionais asas de perfil laminar. Tudo isso resultou em uma aeronave extremamente eficiente.

 

                Leia a matéria completa na edição 173 de Aero.




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