Pista pode coexistir com parque e museu?

Para secretário de Aviação Civil, São Paulo não pode ficar sem aeroporto executivo

Em entrevista a AERO Magazine, Dario Lopes explica que a desativação de Campo de Marte comprometeria a conexão da cidade com destinos sem voos regulares

Por Giuliano Agmont em 30 de Agosto de 2017 às 12:08



O secretário nacional de Aviação Civil, Dario Rais Lopes, diz que a cidade de São Paulo não pode prescindir de um aeroporto específico para a aviação geral. Segundo ele, a desativação das operações de aeronaves de asa fixa do Campo de Marte tiraria do município o potencial de conectividade com destinos desprovidos de voos regulares, promovidos por companhias aéreas. Em entrevista exclusiva a AERO Magazine, o engenheiro aeronáutico Dario Lopes ponderou que o fechamento do Campo de Marte só seria viável do ponto de vista das necessidades do sistema de infraestrutura aeroportuária se houvesse um novo aeroporto dentro da cidade para suprir a atual demanda. Ainda de acordo com o secretário, a Prefeitura não oficializou sua intenção de fechar o Campo de Marte, tampouco detalhou como isso seria feito.

Secretário nacional de Aviação Civil, Dario Rais Lopes

No início do mês, a Prefeitura de São Paulo e a União oficializaram um acordo para usar parte do terreno do Campo de Marte para erguer um museu aeroespacial e um parque municipal. O presidente da República, Michel Temer, participou do evento ao lado do prefeito João Doria e do ministro da Defesa, Raul Jungmann. Na ocasião, Doria disse que o acordo era a primeira etapa de um planejamento que prevê a desativação da pista e dos hangares até 2020.

Na semana passada, um grupo de entidades ligadas à aviação geral se reuniu com a Prefeitura de São Paulo para pleitear uma revisão da decisão anunciada pelo prefeito João Dória de encerrar as atividades de aviões no Campo de Marte. Eles alegam que fechar o mais movimentado aeroporto de aeronaves de negócio do país (e da América Latina) comprometeria o transporte aéreo em São Paulo, e defendem a coexistência da pista, dos hangares e dos aviões com o parque, o museu aeroespacial e eventuais investimentos imobiliários na região. De acordo com a Infraero, o Campo de Marte teve em 2016 pouco mais de 70 mil movimentos de pousos e decolagens. Em 2014, antes da crise, foram mais de 100 mil movimentos, interconectando São Paulo a centenas de destinos, muito mais do que as linhas aéreas. 


Área onde serão construídos o museu e o novo parque municipal

 

>>> A entrevista completa com o secretário nacional de Aviação Civil, Dario Lopes, você cofere na próxima edição da revista AERO Magazine, em breve, nas bancas. Para assinar as versões impressão e digital, clique aqui. 


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