PT-TAC, o asas verdes

A saga de um Boeing 767 da Transbrasil

Solange Galante em 11 de Julho de 2012 às 14:22

Nas fotos antigas ainda resistem grandes detalhes, como as asas verdes e a matrícula PT-TAC... Recordações do primeiro voo em um avião a jato. Idos de 1985, o Boeing 767 da Transbrasil decola de Congonhas e, após poucos minutos de um voo que mais parece um salto, pousa no novo Aeroporto de Guarulhos, que seria inaugurado dali dois dias.

Dez anos depois, reportagem especial com uma copiloto da Transbrasil, justamente a primeira para AERO Magazine, e o convite para voar entre Guarulhos GALANTEe Brasília. Aviões também têm identidade, uma marca individual. E lá estão elas, as asas verdes e as letras PT-TAC, ou, no alfabeto fonético, Papa Tango Tango Alfa Charlie.

Pela primeira vez ocupo um jump seat, voando pela segunda vez naquele mesmo Boeing de 1985, não mais um avião qualquer, agora íntimo. Primeiro jato, primeira reportagem, primeiro jump seat. A visão esverdeada do TAC pousando ou decolando no aeroporto, desde então, causa alegria. Anos depois, ele recebe nova pintura, todos os aviões passam a ter asas cinzentas. Ficam muito parecidos. Um aéreo mar cinza. Mas não importa: o Charlie ainda é o Charlie.

AO RELENTO
Tempos difíceis se aproximam. A empresa para de voar, os aviões são colocados ao relento, num canto do aeroporto, até que a Justiça decida seu destino. Lá em Brasília estão juntos os três irmãos: o TAA das asas azuis de outrora, o TAB que já teve asas alaranjadas e o TAC. As notícias que chegam são ruins. Não teriam mais condições de voo, seriam derretidos para virar panela de alumínio.

Quando a Justiça começa a decidir o destino de todos os aviões sucateados em aeroportos Brasil afora, vem a preocupação: o que será do velho 767? Há rumores de que um deles seria preservado inteiro. Mas qual? Consigo visitar os três irmãos por dentro. Grata surpresa! O Charlie está bem-conservado, completo, e bem mais limpo também do que se esperava de um avião parado há 10 anos. Infelizmente, os outros dois estão muito sujos, mofados, quebrados. A umidade penetrou implacável, corroendo por dentro e por fora muito da beleza dos dois 767.

O juiz que cuida do caso dá a esperada confirmação: sim, o avião a ser leiloado inteirinho será o TAC! Charlie, assim, escapa de ser triturado, de ser vendido apenas como sucata. Felicidade renovada, só comparável àquela em que os olhos se enchiam do verde daquelas asas.


Crônica

Artigo publicado nesta revista

AERO Magazine 218 · Julho/2012 · Titulo

Na rota do furacão

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