Testes em laboratório

Por que a FAA propôs a proibição total do despacho de laptops em voos internacionais?

Motivada pela preocupação em torno das baterias, a restrição valeria para dispositivos transportados em bagagens despachadas

Por Ernesto Klotzel em 27 de Outubro de 2017 às 10:15



A ICAO vai estudar a recomendação do FAA de banimento total de laptops em bagagem despachada nos voos internacionais. A medida reflete a preocupação – que perdura – com relação aos riscos potenciais de sobreaquecimento e fogo causado pelas baterias lítio-ions. 

Um relatório recente publicado sobre testes realizados pela agência revelaram que, caso as baterias aqueçam acima do normal, podem causar incêndios e explosões quando acondicionadas com materiais combustíveis como sprays para o cabelo ou shampoo seco. Estas ocorrências podem colocar em grande risco uma aeronave, dependendo de seu tipo.

O departamento de segurança contra fogo realizou 10 ensaios utilizando um laptop totalmente carregado dentro de uma mala variando seu conteúdo, grau de adensamento e tipo de construção da própria mala. Um aquecedor foi colocado em contato com a célula de lítio-íons na bateria do laptop para forçar a formação de um “disparo térmico”

Nos primeiros cinco testes, as malas continham os mais diferentes itens com exceção de algum produto perigoso porém permitido em bagagens despachadas. Em quatro destes testes, o fogo foi contido e, eventualmente, se autoextinguiu. Em um teste, sem a presença do sistema de supressão Halon, a bateria queimou a mala, provocando uma abertura que permitiu a entrada de oxigênio, alimentando as chamas.

No mesmo cenário, uma lata de ‘aerossol’ de shampoo seco fixado na bateria do laptop foi incluída no conteúdo da mala. O teste revelou resultados preocupantes, pois o fogo se originou quase imediatamente, após a indução do “disparo térmico”. Em 40 segundos, a lata de ‘aerossol’ explodiu e o fogo consumiu a mala quase imediatamente. Nesta situação, o sistema Halon de extinção de fogo não pode aplicar o produto com a rapidez exigida. Quatro testes adicionais foram realizados para acentuar os riscos com a inclusão de produtos como removedor de esmalte, produto de limpeza das mãos, a uma garrafa de álcool etílico 70%. Três dos testes provocaram uma explosão provocando um grande incêndio.

O dano à aeronave quando de uma anomalia grave nas baterias lítio-ions depende inteiramente do conteúdo próximo às mesmas, presença e eficiência de agentes como o Halon etc. O fato de poder acontecer no compartimento de cargas – longe do monitoramento dos tripulantes – pode ter motivado a drástica recomendação do FAA. 


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