Aviação pessoal

Por que comprar um avião?

Uma aeronave leve tem preço equivalente ao de um automóvel importado, gasta quase o mesmo que o carro em uma viagem curta ou média e chega ao destino bem mais rápido

| Jorge Filipe Almeida Barros em 6 de Agosto de 2012 às 07:52

Ricardo Beccari

A popularização do transporte aéreo brasileiro, motivado principalmente pela instauração do conceito de tarifas reduzidas, vem criando, na maior parte dos terminais aéreos, uma atmosfera de ansiedade e irritabilidade. Existem pouco mais de 50 aeroportos que servem aos grandes centros, num país de 200 milhões de habitantes e 5.500 cidades. Com poucas estradas e quase nenhuma ferrovia, as pessoas passam a procurar alternativas de mobilidade para dentro e fora do país.

Atualmente, a indústria aeronáutica mundial produz aviões como nunca e o brasileiro os adquire em grande quantidade. Em sua maioria, essas novas aeronaves são de pequeno porte, até quatro ocupantes. Na decisão de adquirir, estiveram presentes fatores como a necessidade de percorrer grandes distâncias em pouco tempo, principalmente para os negócios. São engenheiros, profissionais liberais, empresários e fazendeiros que utilizam pilotos comerciais ou pilotam diretamente seus aviões. Percorrem milhares de quilômetros por cidades do interior, preponderantemente em voo visual, voltando para casa em poucos dias. Muitos se mantêm conectados por meio de links de dados e telefones de alcance global, instalados a bordo. Alguns empresários do ramo de construção civil, usinas e fazendas optaram também por transportar seus funcionários no avião da empresa, já que as grandes companhias de aviação, normalmente, "obrigam" seus passageiros a fazer conexões em grandes capitais, o que estende o percurso e o tempo consumido na viagem.

NUMA VIAGEM CURTA , O CARRO DESPENDE APROXIMADAMENTE R$ 600 E O AVIÃO, R$ 650

Há ainda aqueles executivos que se deslocam entre aeroportos secundários, periféricos às grandes cidades. Vão de Jundiaí (SP) a Jacarepaguá (RJ) em menos tempo do que pela ponte aérea Rio-São Paulo, sem os transtornos de check-in, maratonas no saguão, mudanças de portões de embarque e riscos de roubo de bagagens. Quando precisam viajar para o exterior, podem facilmente sair de qualquer cidade pequena e pousar diretamente no aeroporto internacional. Isso porque no Brasil existem cerca de 2.500 aeródromos registrados, cada um deles servindo, em média, a duas cidades. Ou seja, todo o território nacional é servido por pistas de pouso. Ainda que não tenham boa infraestrutura, são numerosas e adequadas aos milhares de aviões e helicópteros com motores a pistão e turbo-hélice.

Rodrigo Cozzato

VANTAGENS DO AVIÃO LEVE
Os pequenos aviões sempre serviram para a integração do país. A partir dos anos 1930, o advento do Correio Aéreo Nacional (CAN) incentivou prefeitos e governadores na construção de aeródromos. Assim, poderiam se servir da agilidade dos aviões na remessa de correspondências. Nas décadas seguintes, os aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) seriam vistos juntos aos pequenos monomotores, atendendo às populações retiradas. Nos anos 80, no entanto, o governo federal desmobilizou o CAN na esperança de que as empresas de linhas aéreas regionais assumissem o papel de integração. Mas isso não aconteceu. As pequenas aeronaves continuaram na tarefa de fazer a ligação das pequenas e médias cidades e é assim até hoje.

Esses pequenos aviões se desenvolveram e passaram a voar com ganhos de altitude, velocidade e conforto. Hoje uma aeronave turbo-hélice pode desempenhar o papel de um jato executivo na ligação entre capitais e cidades médias. Há quem as utilize para viajar do Nordeste a Brasília, do Sul do país a São Paulo ou Rio de Janeiro e em sentido inverso quando o assunto é o turismo nas Serras Gaúchas ou no litoral catarinense.

A mobilidade pessoal por meios aéreos nunca esteve tão em alta. Com a melhoria da qualidade dos ultraleves, alguns modelos passaram a ser reconhecidos com aeronave de transporte e, como tal, com direito a tratamento igual, a um custo muito reduzido - e preço correspondente ao de carros importados. Hoje, a maioria das aeronaves leves tem custos operacionais compatíveis com os de um automóvel, em consumo de combustível e manutenção. São muito úteis para viagens médias ou curtas entre localidades separadas por relevo acidentado ou em substituição a viagens terrestres em trechos sinuosos. Uma viagem entre Sorocaba e Curitiba, por exemplo, a bordo de uma aeronave leve, consome cerca de uma hora e meia. Pela difícil estrada, levaria cerca de oito horas.

De São José dos Campos a São José do Rio Preto, ambas no interior de SP, se comparados os custos entre uma aeronave leve e um automóvel, o valor é praticamente igual. Para o carro, calculadas as despesas de combustível, pedágios e alimentação, dá um valor aproximado de R$ 600,00. Usando um avião leve, considerados o combustível e as tarifas aeroportuárias e de navegação aérea, o valor ficou em R$ 650,00. A viagem de avião consome duas horas e meia, enquanto a de carro, cerca de sete horas e meia.

Essas aeronaves têm também uma forte vocação para o lazer. O Brasil é grande e com muitas belezas naturais acessíveis apenas por avião. Os Lençóis Maranhenses, por exemplo, vistos pelo ar são incomparavelmente belos. E todo o litoral do país. São muitas as praias da Bahia (leia mais na matéria da p. 82), cujo acesso só é possível de barco ou avião, já que lá existem vários campos de pouso à beira-mar.


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Artigo publicado nesta revista

AERO Magazine 219 · Agosto/2012 · Titulo


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