Piloto soviética

A piloto soviética que aterrorizou os nazistas

Os soviéticos esqueceram as diferenças sexuais nos cockpits

Ernesto Klotzel em 15 de Março de 2017 às 13:55

Lydia Vladimirovna Litvyak tinha apenas 20 anos quando Hitler lançou a Operação Barbarossa, a invasão nazista à União Soviética. A jovem correu para um posto de recrutamento tentando se alistar como piloto de caça. O recrutador a mandou para casa, diante de sua aparente fragilidade física.

Na verdade, Lydia já voava solo desde os 15 anos e era uma piloto experiente, chegando a treinar, por conta própria, 45 pilotos e, em vez de desistir, ela procurou outro posto de alistamento, ocultou sua idade e obteve sucesso.  

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Partindo para mais uma missão

Os soviéticos provavelmente sabiam que os combates custariam muitas vidas – o que de fato aconteceu, registrando 27 milhões de vítimas – e tiveram visão suficiente para não fazer distinção de sexos com relação a seu efetivo militar. Enquanto as pilotos americanas só podiam comandar aviões de transporte, Stalin estava formando três regimentos de caça, exclusivamente femininos.

Durante seus dois anos de serviço militar, Lydia abateu, “solo”, 12 aviões alemães e, em “colaboração”, mais quatro em um total de 66 missões de combate. 

A jovem Lydia foi então transferida para uma unidade mista de pilotos – defendendo Stalingrado – e foi ali que ganhou o ilustre apelido “A Rosa Branca de Stalingrado”. Uma de suas manobras preferidas era voar em meio a uma saraivada de projeteis antiaéreos, atacando por trás um balão de observação até que se desintegrasse consumido pelo hidrogênio em chamas – uma tarefa difícil para qualquer piloto.

Lydia ainda não tinha dado por terminada sua vida de piloto militar: mais tarde, ela foi uma de duas mulheres consagradas como “primeira ás feminina de caça”. Ela não era infalível, foi abatida mais de uma vez e ferida com frequência ainda maior. Mesmo quando forçada a pousar de barriga ela, mais do que depressa, invadia o cockpit do caça mais próximo.

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Ela era tão boa que o comando russo a escolheu como Okhotniki ou “livre caçadora” – uma nova tática que envolvia dois pilotos experientes liberados para caçar nos céus ou procurar e destruir formações. Ela aterrorizou pilotos alemães em grande parte na frente oriental.

A “Rosa Branca de Stalingrado” foi vista pela última vez sendo caçada por oito Bf.109 nazistas em uma missão de escolta ao sul de Moscou. Seus restos mortais ficaram desaparecidos até 1980, quando um historiador descobriu o túmulo anônimo de uma piloto no vilarejo russo de Dmytrivka.

No ano seguinte, o primeiro-ministro soviético Mikhail Gorbachev concedeu a

Lydia Vladimirovna Litvyak o título “Heroína da União Soviética”, maior condecoração militar da URSS.


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