Nasce um gigante

Michael Klein monta táxi-aéreo com maior frota de jatos executivos do Brasil

Compra da Global Aviation pela CB Air cria um gigante com 37 aeronaves e hangares no Rio de Janeiro, Sorocaba, Campo de Marte, Congonhas e Brasília

Da redação em 19 de Agosto de 2016 às 17:09

A aviação de negócios brasileira esta prestes a presenciar o nascimento de um gigante. Depois de muita especulação, o empresário Michael Klein, criador e presidente da CB Air (do Grupo CB), promete anunciar na próxima semana a aquisição da Global Aviation, uma das empresas mais tradicionais do setor com 22 anos de existência. A compra vai criar o quarto maior táxi-aéreo do Brasil e o líder no segmento de jatos executivos. 

O apetite da CBair é conhecido por todos. Num momento de retração do mercado, a empresa não pisou no freio, ao contrário, acelerou seu crescimento incorporando aeronaves e empresas com uma velocidade pouco vista. 

O início das compras coincidiu com a inauguração de um dos mais modernos hangares do país em Sorocaba, no interior de São Paulo. De lá para cá, a empresa vem crescendo em ritmo acelerado, seja comprando aeronaves novas, como o recente Gulfstream G450 incorporado à frota, seja adquirindo empresas com suas frotas.
 
O mercado brasileiro de táxis-aéreos com aeronaves a jato (helicópteros e aviões) conta hoje com 118 operadores distribuidos pelo país. Destes, 16 representam 60% da frota em operação. 
Ao se desconsiderar os operadores offshore, que fazem o transporte para as plataformas de petróleo, existem 11 operadores de 113 representando 40% da frota nacional.

CB Air terá maior frota de jatos de negócios do Brasil 

A unificação das duas empresas vai criar um gigante dedicado à aviação de negócios, com 37 aeronaves em sua frota, disparada a maior frota de jatos executivos do pais, em tamanho e em valor. Atualmente, a Líder Táxi Aéreo detém 12% da frota nacional, com 63 aeronaves, e forte atuação no offshore. A Omini Taxi Aéreo, com 42 aeronaves, detém 8% da frota, enquanto a BHS, também com 37 aeronaves, responde por 7% da frota. 
 

Experiência no varejo

Quais razões que levaram Michael Klein a dar um passo desse? Muito provavelmente sua experiência no varejo ajudou, acreditam analistas de mercado. Até porque a aviação passa por um momento de baixa, os ativos estão depreciados e este é o momento para quem tem dinheiro e disposição para investir de tomar suas posição.
 
Além disso, as duas empresas são absolutamente complementares. Enquanto a CBair adotou a estratégia de construir uma frota própria, a Global se especializou na administração e fretamento de aeronave de terceiros. 
 
A CB Air ainda não tem os contatos e a penetração no mercado que uma empresa com 22 anos de existência, como a Global, ou seja, muito tempo de desenvolvimento comercial será economizado com a fusão. Assim, mais do que criar um gigante com 37 aeronaves, o que se vê é o nascimento de uma empresa com aeronaves próprias dedicadas ao fretamento, a penetração de mercado necessária para efetuar as vendas, a experiencia na gestão e fretamento de aeronaves de terceiros e a capilaridade proporcionada pelos hangares no Rio de Janeiro, em Sorocaba, no Campo de Marte, em Congonhas e em Brasilia.
 
 

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