Evento

Maníacos por Safety cards

Clube do manche se reúne em São Paulo para comprar, vender e trocar relíquias aeronáuticas

Texto E | Fotos Rodrigo Cozzato em 8 de Dezembro de 2011 às 15:26

Fotos Rodrigo Cozzato

A maioria dos que usam a aviação regular para cumprir compromissos profissionais, ou a turismo, costuma desperceber detalhes do traslado, tais como o modelo e o prefixo da aeronave. Muitos nem sequer atentam para o nome da companhia aérea que os transporta. Algo definitivamente impensável para aficionados por aviões, que, antes mesmo de embarcarem, já estão atentos às minúcias da viagem, o que inclui desde o número e a duração do voo até a rota e a previsão meteorológica em relação à origem e ao destino. Além do cartão de embarque, apreciam copos, talheres, guardanapos, embalagens das refeições e revistas de bordo. Um artigo, no entanto, faz particular sucesso entre os integrantes dessa peculiar casta: o cartão com instruções de segurança, mais conhecido como safety card. Cada modelo de avião possui o seu, tornando-os genuínos objetos de desejo. A maior feira de artigos relacionados à aviação do país, o Clube do Manche, cuja última edição aconteceu em outubro passado, em São Paulo (SP), traduz o espírito dessa vultosa comunidade de colecionadores. Lá é possível comprar, vender ou trocar tudo o que se refere ao mundo da aviação, como maquetes, broches, berimbelas, bonés, fotos, postais, livros, revistas, DVDs e, claro, safety cards.

Fotos Rodrigo Cozzato
Mazur tem 150 miniaturas de aeronaves do mundo todo

Um cartão para cada miniatura
O supervisor técnico Hilton Mazur, de 29 anos de idade, participou do evento deste ano. Ele personifica o aficionado por aviação. Começou a colecionar maquetes e miniaturas aos 5 anos, por causa do pai. Hoje, além de colecionar, comercializa diversos objetos, principalmente maquetes. Sua coleção de cartões de segurança, porém, é bastante curiosa. "Procuro os safety cards somente dos aviões que tenho na minha coleção de maquetes", explica o colecionador, que possui 150 miniaturas de diversas companhias do mundo inteiro. "Já tenho os respectivos cartões de 35 desses aviões. Os mais difíceis de conseguir até agora foram o do Boeing 727-100 e do Electra II da Varig". Curiosamente, Mazur nunca voou de avião. "Compro meus safeties na internet, geralmente em leilões, ou troco com outros colecionadores".

Fotos Rodrigo Cozzato
Slimmer e Pissini: 500 gravatas e 2500 safeties, respectivamente

500 gravatas e 100 mil safeties
Um dos expositores presentes no Clube do Manche era o norte-americano Chris Slimmer. Ele coleciona safety cards, postais e também gravatas - que estavam expostas, mas não à venda. No evento, Slimmer exibia, orgulhoso, uma antiga gravata da British Airways. "Estou nessa há mais de 20 anos. Tenho umas 500 gravatas, 50 mil postais e tranquilamente mais de 100 mil safety cards", confessa. Se as gravatas são para uso próprio, os safeties se destinam aos negócios. Ele explica que muitas companhias nos Estados Unidos e na Europa fazem novas impressões de cartões de segurança anualmente para trocar o layout e vendem os antigos em lotes para colecionadores.

Enquanto no Brasil o Clube do Manche é um dos raríssimos encontros de entusiastas da aviação, no exterior esse tipo de evento é comum. Chris Slimmer é um dos organizadores da Airliners International, que acontece em Memphis (EUA), anualmente, em julho. "É a maior feira de colecionadores do mundo", garante Slimmer.

BOAC dos anos 50
Um dos clientes mais fiéis de Chris Slimmer no Brasil é o piloto comercial Carlos Pessini, de 28 anos, que costuma comprar safety cards pela internet e trocar com outros colecionadores, e já foi algumas vezes à Airliners International. Pessini tem uma vasta coleção de cartões, superior a 2.500 unidades. Ele começou a colecionar há pouco mais de dez anos, mas foi em 2003 que sua coleção deu um grande salto. Na época, ele trabalhava na equipe de solo da Varig. O safety mais raro dele, conservado dentro de um plástico e só manuseado com luvas, é o da BOAC (British Overseas Airways Corporation) da década de 1950.


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