Mais assentos, menos empresas

As transformações da aviação comercial regular no Brasil na primeira década do século

Santiago Oliver em 22 de Março de 2013 às 08:57

No começou o século 21, havia no Brasil 22 companhias aéreas regulares, que operavam 346 aeronaves, sendo 76 turbo-hélices e 270 jatos. Passado pouco mais de uma década, a quantidade de companhias aéreas diminuiu em quase 70%, totalizando, em março de 2013, sete empresas que controlam 450 aviões, ou seja, 30% a mais que em 2001. Das 22 empresas originais restaram seis, pois a sétima é a Azul, que surgiu em 2008. A diminuição na quantidade de companhias aéreas ocorreu por processos de fusão ou compra (por exemplo, Azul e Trip, Trip e Total, Tam e Pantanal, Gol, Varig e Webjet) ou simplesmente por terem encerrado as suas atividades.

Analisando a variação na quantidade de turbo-hélices, que passou no período de 76 para 64 aviões, uma queda superior a 15%, vemos também que os maiores, representando cerca de 20%, eram aparelhos para 40 passageiros (ATR 42 e Fokker F.27) enquanto hoje quase 86% são ATR 72, na faixa dos 70 assentos.

No que se refere aos jatos, que com um aumento de 43% passaram de 270 para 386, houve uma importante inversão entre os modelos com mais de 120 assentos: os Airbus, que em 2001 somavam 32 exemplares, em 12 anos passaram a 165, o que representa um aumento superior a 400%, enquanto os Boeing, que com 173 aviões eram maioria, passaram para 140, mostrando uma queda de quase 20%. No início do século, os 50 Fokker 100 que operavam no Brasil eram da TAM, que acabou desativando-os gradativamente até o final de 2007, mas já naquele ano operavam os 13 da Avianca - na época Ocean Air - que já tem planos para sua retirada do serviço. Outro fato interessante no setor dos jatos no Brasil é a presença da Embraer. Em 2001, a Rio-Sul operava com 15 ERJ 145 para 50 passageiros, que voaram até 2002. Esses aviões estiveram ausentes do mercado brasileiro até o período 2009-2012, quando quatro deles voaram nas cores da Passaredo. Foi também durante esse período que os ERJ e os E-Jets, alguns com mais do dobro da sua capacidade, operaram simultaneamente. Hoje os E-Jets somam 68 exemplares, representando quase 18% dos jatos que operam na frota comercial regular brasileira.

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