Maior hub mundial dos A380

Aeroporto de Singapura, considerado um dos mais confortáveis do globo, atende a 200 voos semanais executados pelos superjumbos da Airbus operados por seis companhias aéreas

Robert Zwerdling | | Fotos Divulgação em 13 de Dezembro de 2012 às 10:16

Os passageiros do Aeroporto Internacional Changi, de Singapura, cidade-Estado localizada no Sudeste da Ásia, costumam arregalar os olhos assim que ingressam nas áreas internas dos terminais. Há inúmeros jardins, spa, academia fitness, cinemas (a entrada é gratuita), 330 lojas de conveniência e pelo menos 120 opções de restaurantes. Para as crianças, há playgrounds com tobogã, sala de jogos, cinema 4D, além de um espaço especial para observação de pousos e decolagens, muito procurado pelos spotters, os entusiastas da aviação. Embarques e desembarques são realizados sem atrasos e funcionários muito bem orientados esclarecem qualquer tipo de dúvida do usuário, sempre com o sorriso no rosto. O resultado é que o aeroporto singapurense, administrado pela empresa de capital privado Changi Airport Group, com 28 mil funcionários envolvidos direta ou indiretamente com a operação do sistema, acumula um total de 410 prêmios. O primeiro foi entregue em 1988, quando o aeroporto ainda operava apenas um terminal de passageiros, depois não parou mais. Neste ano, pela 25ª vez consecutiva, ele foi escolhido o melhor entre os leitores da revista britânica Business Travellers´s – a votação é oriunda de viajantes, em sua maioria, executivos, que embarcam em terminais europeus. Changi também é apontado como um dos três melhores aeroportos do mundo na pesquisa realizada pela empresa britânica Skytrax, a mais importante no segmento da aviação comercial.

O aeroporto de Singapura trabalha atualmente com três edifícios de embarque, que estão interligados via sistema de trem automático (APM). O Terminal 1, inaugurado em julho de 1981, pode receber até 21 milhões de passageiros ao ano e trabalha com 29 pontes de embarque, sendo cinco delas adequadas para acoplagem de aeronaves A380. O Terminal 2 começou a operar em novembro de 1990, e pode receber até 23 milhões de passageiros através de 35 pontes de embarque, seis delas especiais para os superjumbos. Já o Terminal 3, entregue em janeiro de 2008, tem capacidade para atender a 22 milhões de passageiros ao ano, com 28 passarelas telescópicas, oito delas reservadas aos A380. A Singapore Airlines, que mantém sua base operacional em Changi, opera 101 widebodies, entre eles 19 Airbus A380 (outros cinco estão encomendados). A companhia voa regularmente para o Brasil com aeronaves Boeing 777-300 na ligação entre Changi e Guarulhos (SP) com escala em Barcelona (Espanha). E o aeroporto de Singapura também é considerado como o segundo hub mais importante para a companhia australiana Qantas, que realiza escala em Changi em voos operados entre a Oceania e a Europa e transporta mais de dois milhões de passageiros para aquele terminal a cada ano.

CHANGI É O MAIOR HUB PARA DISTRIBUIÇÃO DE PASSAGEIROS NA ÁSIA, ATENDENDO A 6.300 VOOS SEMANAIS DE 100 COMPANHIAS AÉREAS QUE LIGAM SINGAPURA A 230 CIDADES EM 60 PAÍSES

Aeroporto comporta jardins, spa, academia, cinemas, 330 lojas e pelo menos 120 restaurantes

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MAIS UM TERMINAL
As estatísticas apontam que o aeroporto ainda trabalha com 65% de sua capacidade total, mas a administração do Changi Airport Group não pretende esperar que a demanda supere o limite para aumentar as instalações do aeroporto. Por isso, o Terminal 2 foi contemplado recentemente com obras de revitalização, e ganhou novos espaços para atendimento em check-ins, na área de imigração e até em área externa, no bolsão do estacionamento dos táxis do aeroporto. As obras também foram necessárias em função do fechamento do edifício de embarque do chamado Budget Terminal (BT), que está sendo demolido para dar lugar ao Terminal 4, este com capacidade para movimentar 16 milhões de passageiros ao ano, sem fingers. As empresas que lá operavam, entre elas a Cebu Pacific, Firefly, Mandala Airlines, South East Asian Airlines e Tiger Airways, foram transferidas para o Terminal 2, levando para o edifício um movimento adicional de 790 voos semanais e cinco milhões de passageiros ao ano.

Changi é atualmente o maior hub para distribuição de passageiros na Ásia, atendendo a 6.300 voos semanais de 100 companhias aéreas que ligam Singapura a 230 cidades em 60 países. Em 2011, 46 milhões de passageiros passaram pelo aeroporto e, no último mês de setembro, passaram por lá quatro milhões de viajantes, o que representa um incremento de 4,8% na comparação com o mesmo período do ano passado. Também foram registrados 26.500 pousos e decolagens, um novo recorde mensal para o aeroporto. Contabilizando o movimento no período de um ano, o aeroporto registrou um total de 320.400 pousos e decolagens, com incremento de 10,3% sobre o período anterior.

TOUR POR SINGAPURA
O passageiro que desembarca em Changi pode seguir para o centro da cidade, distante 17,2 quilômetros, pela autoestrada East Coast Parkway, construída especialmente para atender ao aeroporto. O serviço regular de ônibus para Singapura parte da estação Changi Airport MRT com acesso rápido a partir dos três terminais de passageiros. Há também o serviço de trens, o Mass Rapid Transit (MRT), cujas composições têm parada no subsolo, em área média entre os terminais 2 e 3. No centro metropolitano, o passageiro utiliza a estação Tanah Merah, onde realiza conexão para outras linhas de trens intermunicipais.

Para o passageiro que realiza apenas conexão em Changi e espera mais de cinco horas para embarcar em outro voo, o aeroporto oferece roteiro gratuito (Free Singapore Tour) para o centro metropolitano. É operado com o patrocínio da Singapore Airlines e já atendeu a mais de um milhão de turistas oriundos principalmente da Austrália, da China, do Reino Unido e dos Estados Unidos. Durante o dia, o aeroporto oferece o “Heritage Tour”, com visitas ao Distrito Colonial, Merlion Park, Chinatown e Little India. À noite, o turista tem como opção o “City Lights Tour”, que oferece paradas na Marina Bay Waterfront Promenade, no Gardens by the Bay e na Marina Bay Sands, que abriga um dos mais famosos cassinos no continente asiático. Para mais informações, basta acessar a página eletrônica www.changiairport.com/in-transit/recommended-transfer-experiences.

HUB PARA SUPERJUMBOS
O aeroporto ocupa uma área de 1.300 hectares e oferece duas pistas para pousos e decolagens paralelas com separação longitudinal de 1,6 km, permitindo assim a operação simultânea. As duas pistas (02L/20R e 02C/20C) tem comprimento de 4.000 metros e, como o aeroporto está erguido ao nível do mar, não há qualquer tipo de restrição na performance de decolagem para os aviões de grande porte. Uma terceira pista paralela (02R/20L), com 2.750 metros, atende exclusivamente à base da Força Aérea da República de Singapura. Em breve, ela poderá ser ampliada para atender ao aumento na demanda de voos comerciais em Changi, que já é considerado o maior hub operacional de jatos A380, com mais de 200 voos operados semanalmente pela Singapore Airlines, pela Qantas, pela Lufthansa, pela Air France, pela Thai Airways e pela Emirates. A British Airways anuncia que, em 2013, também estará operando o jato A380 na ligação entre Changi e o Aeroporto Internacional de Londres – Heathrow.

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Aeroporto internacional Changi – Singapura

Código OACI

WSSS

Código IATA

SIN

Posição

N01° 21.6' E103° 59.4'

Elevação

17 pés

Operação

H24

Pistas

02L/20R - 4000 x 60m
02C/20C - 4000 x 60 m

ILS

02L 023º 110.9 ICW
20R 203º 108.9 ICH
02C 023º 108.3 ICE
20C 203º 109.7 ICC

VOR

Papa Uniform (115.1 PU)
Sinjon (113.5 SJ)
Tekong (116.5 VTK)

ATIS

128.6

Tráfego Singapura

121.65

Solo Singapura

124.3; 121.725; 121.85

Torre Singapura

118.25; 118.6

Controle (APP)

119.3; 120.3; 124.05; 124.6

Administração

Changi Airport Group

Website

www.changiairport.com

Combustível

JET – A1

Do alto dos 80 metros que separam a cabine da Torre de controle do solo, controladores de voo autorizam aproximações por instrumentos do tipo ILS em todas as cabeceiras, sendo o de Categoria II operado na 02L e na 20C. Quando há esse tipo de procedimento, os pilotos têm de consultar as cartas Jeppesen (WSSS) AD 2-101 até AD 2-119 e as suplementares de Precision Approach Terrain AD 2-43 e AD 2-45, estas específicas para as cabeceiras 02L e 20C, respectivamente. Os procedimentos aeroportuários para baixa visibilidade (LVP) são colocados em prática ao comando da Torre de Controle assim que a visibilidade horizontal torna-se inferior a 800 metros. Uma curiosidade é que os aviões que se aproximam pelas cabeceiras 02L e 02C sobrevoam parte do território da Indonésia, enquanto os pousos realizados no lado oposto, pelas cabeceiras 20R e 20C, levam as aeronaves a sobrevoar parte da Malásia. Já na decolagem a partir das cabeceiras 02L e 02C, os pilotos podem ser informados pela Torre sobre a presença de grandes navios trafegando num canal ao norte, bem no rumo das pistas. Existe, até, uma tabela no jogo de cartas aéreas do aeroporto para que a tripulação calcule o gradiente de subida levando em conta a altura do mastro da embarcação, medida informada pelo serviço ATC quando ela é significativa. Para os aviões que decolam das cabeceiras 20L e 20C, o gradiente requerido sempre é de 5%.

Para as crianças, há playgrounds com tobogãs, sala de jogos, cinema 4D, além de um espaço especial para observação de pousos e decolagens

Com movimento diário superior a 850 tráfegos, as aeronaves que pousam devem livrar a pista o mais rápido possível por uma das Rapid Exit Taxiways (RETs) ou pistas de táxi de saída rápida. Do mesmo modo, quando o piloto recebe a autorização para decolar de imediato, não deve fazer parada na cabeceira. Se tiver de parar, a tripulação deve avisar a Torre imediatamente. São procedimentos necessários para que o aeroporto mantenha ativo o regime de mínima ocupação de pista. Outro detalhe é que as cartas do tipo STAR (Standard Terminal Arrival Route) de Changi foram confeccionadas de modo a propiciar ao voo uma descida direta para a aproximação ILS, sem steps, ou seja, sem pontos de restrição de altitude. Assim, a descida é executada em marcha lenta até o fixo final, poupando combustível do operador e reduzindo emissões de poluentes na atmosfera e os níveis de poluição sonora. Mas é importante salientar que, se necessário, o controlador do radar poderá “pagar” uma restrição para fins de separação de tráfego.

ESTATÍSTICAS
(2011)

Aeronaves
301.711
Passageiros
46.543.845
Carga Aérea (t)
1.865.252


Infraestrutura

Artigo publicado nesta revista


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