Entre pousos e decolagens

Da redação em 19 de Outubro de 2011 às 13:31

Marcelo Galli

O filme argentino Um conto chinês, com o impagável ator Ricardo Darín no papel de um comerciante de ferragens de Buenos Aires, reserva gratas surpresas para os amantes da aviação. O protagonista, que apresenta uma personalidade metódica e desencantada, gosta de assistir a pousos e decolagens do lado de fora do aeroporto enquanto se serve da comida apoiada no capô de seu Fiat velho.

No espelho retrovisor do veículo, mais um sinal de sua paixão, a miniatura de um jato comercial. Tentei sem sucesso descobrir o modelo e a companhia do pequeno amuleto. Difícil entender por que um ex-combatente que coleciona histórias absurdas gosta tanto de aviação. Mas isso não evitou que, ainda no cinema, antes que percebesse, começasse a estabelecer as mais diversas associações do filme com esta edição que você tem em mãos. A mais evidente delas é com a China.

O mais populoso país do mundo aparece com destaque em duas matérias que preparamos para este mês. Na principal delas, uma reportagem especial sobre os emergentes, mostramos por que os chineses caminham rapidamente para se tornar a maior potência global. Nos próximos cinco anos, eles pretendem investir cerca de US$ 230 bilhões em infraestrutura aeroportuária e construir quase 100 novos aeroportos. Não por acaso Hong Kong já é o aeroporto número 1 do ranking com os melhores do mundo. Outro emergente, a Rússia, que também tem lá suas ligações com o filme argentino, como mostra história que inspirou o longa-metragem, também parece acordar, depois do desmantelamento da União Soviética, com perspectiva até de retomar parte do seu protagonismo do passado.

Embora sutis, as passagens do filme em que Darín contracena com aviões chamam a atenção pelo contraste. A vida para o intratável argentino parece não ter sentido. A não ser ali, do lado do aeroporto. Nesta edição ensaiamos o ultraleve Evektor EuroStar em Rio Claro, interior de São Paulo. Fiz um voo ao lado de nosso piloto Hernani Dippolito e confesso que, por um instante, lá no cinema, consegui imaginar o protagonista da história rindo a bordo do aviãozinho, como eu. Durante o voo, contra o vento, ouvi pelo rádio nosso fotógrafo Ricardo Beccari exclamando: “É avião ou helicóptero? Vocês estão pairando!”. Olhei para baixo e mal consegui avistá-lo. Naquele momento, tive a certeza de que do alto o mundo é diferente, mais lúdico, sem deixar de ser real, como as histórias de Um conto chinês.

Bom voo
Giuliano Agmont e Christian Burgos


Editorial

Artigo publicado nesta revista


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