Life on Mars?

Entenda os efeitos da gravidade zero no corpo humano

Listamos oito variações que podem acontecer a um futuro tripulante a caminho de Marte

Por Ernesto Klotzel em 30 de Junho de 2016 às 16:56

A ida do homem a Marte está cada vez mais perto de acontecer. Esta semana, no estado de Utah, EUA, a Nasa realizou o segundo teste com o propulsor Space Lauch System (SLS) que será integrado ao maior foguete já construído pela agência espacial norte-americana (veja o vídeo abaixo). O SLS fará parte dos voos não tripulados da nave espacial Orion a Marte, previstos para 2018.

SLS

Enquanto este feito histórico não se concretiza, a Nasa realiza diversos testes com os astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional. Por enquanto, está é a única fonte que pode mostrar realmente quais são os efeitos sofridos pelo corpo humano quando exposto à gravidade zero por muito tempo. Listamos algumas variações que podem acontecer ao corpo humano a caminho do planeta vermelho.

Olhos

A visão pode ser prejudicada quando os fluídos, retidos pela gravidade na Terra, migram até a cabeça pressionando o nervo ótico. Esse fenômeno pode deformar o globo ocular. 

Sistema imunológico

O ambiente estéreo de uma nave ou estação espacial pode fazer com que o sistema imunológico ‘’se desligue’’ de sua vigilância. Este efeito ainda está em fase de comprovação por meio de aplicações de vacinas em astronautas da Estação Espacial Internacional e em cobaias na Terra.

Sistema digestório

Os micro-organismos que ocupam as vísceras são vitais para a digestão dos alimentos e outras funções. A dieta enviada aos tripulantes celestes inclui somente rações, que, junto com a radiação, podem danificar esse microbioma.

 

Músculos

Os músculos necessitam da tensão imposta pela gravidade para ficar em forma. Passar muito tempo longe dessa tensão gravitacional terrestre pode danificá-los totalmente. Correr em um carrossel vertical pode ajudar a exercitar as pernas e os braços dos astronautas ao simular o nível de gravidade terrestre.

 

Mente

Um ano em ambiente cósmico é muito difícil de suportar, principalmente – segundo as pesquisas – do sexto ao nono mês, quando a fadiga começa afetar o tripulante num momento em que ainda falta muito tempo para o fim da missão. Para esse efeito, são empregadas todas as formas de entretenimento e comunicação com os entes queridos na Terra para atenuar esse efeito.  

Sangue

Na Terra, o sangue tem de fluir vencendo a gravidade. Em um ambiente de gravidade zero, o coração leva algum tempo para se ajustar a uma condição de menor resistência. Depois de certo tempo, a pressão sanguínea volta ao normal, o que pode ser acelerado através de exercícios físicos.

Ossos

Quando não existe resistência, os ossos perdem muito cálcio, elemento essencial para a saúde óssea, a ponto de ser desaconselhado abraçar astronautas que acabam de desembarcar após uma longa viagem para evitar eventuais fraturas nas costelas.

 

Envelhecimento

As terminações nas pontas dos cromossomos encurtam durante a vida contribuindo para o envelhecimento. No espaço, eles se desgastam mais rápido. Para os pesquisadores o fenômeno – entre outras causas -  pode ser atribuído ao estresse e à radiação.

 

 

Vídeo do teste do SLS

 


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