Dispositivos eletrônicos portáteis

Dicas para usar os chamados PED e seus aplicativos com segurança na operação de seu avião

Por Humberto Branco, Luis Antonio Meloni e Fabio Freitas*, especial para AERO Magazine em 29 de Março de 2014 às 00:00

A disseminação em massa de aplicativos e equipamentos eletrônicos portáteis relativamente baratos – que auxiliam a navegação aérea, facilitam o planejamento do voo, aumentam o alerta situacional e elevam a segurança – é uma realidade na aviação. Trata-se de um movimento irreversível, positivo, que facilita a vida de quem voa e oferece mais segurança. Para os pilotos brasileiros, no entanto, ainda pairam dúvidas no ar. Sabemos que essas tecnologias existem, podemos comprá-las legalmente e aprendemos a usá-las com muita facilidade, mas não sabemos se seu uso representa alguma ilegalidade concreta e quais seriam as sanções, se é que existem, para quem as usa (afinal, não há crime que não esteja definido em Lei). Esse é um desafio para as autoridades aeronáuticas brasileiras (leia mais no box da p. 64). Enquanto isso, muitos aviadores já adotam os chamados PED (Dispositivos Eletrônicos Portáteis) em suas operações. Daí a ideia de apontar alguns tópicos sobre como usar da melhor forma possível essas tecnologias, tirando delas o que há de bom, sem trazer riscos às operações e, de preferência, reduzindo os existentes.

Um PED com um aplicativo aeronáutico bem desenvolvido, atualizado e nas mãos de quem sabe usá-lo é capaz de tirar mais de 20 quilos de papel a bordo de aviões, aumentando a precisão, a segurança e a qualidade do voo. Isso sem falar em ganhos significativos na carga paga ou em combustível, quando usados em aeronaves de menor porte. Quando o assunto são os PED e apliacativos, a questão central vai além das cartas aeronáuticas. Não se trata somente de discutir a substituição do papel pela eletrônica, mas de uma verdadeira reengenharia de uso de informações nas operações aeronáuticas. Quem busca voar como manda o figurino sabe a indiscutível facilidade que os PED e os aplicativos representam em termos de disponibilidade de informações meteorológicas, NOTAM, acesso a imagens de satélites e dezenas de outras informações que tornam o seu uso uma ferramenta incrível para melhorar muito o planejamento e a segurança dos voos.

Outro fator importante, que ocorre em todo o mundo, refere-se à necessidade de modernização dos “painéis” das aeronaves mais antigas. Todo mundo sabe que milhares de reais investidos em equipamentos instalados no painel não se transformam necessariamente em valorização da aeronave, sem falar no custo de instalação de novos aviônicos, que custam fortunas no Brasil, demandam homologações e correm o risco se tornar verdadeiros pesadelos em função da qualidade da prestação de serviços. Os PED e aplicativos aeronáuticos podem “cair como uma luva” aqui quando corretamente utilizados.

Porém, esses benefícios demandam contrapartidas. Saber usar as novas tecnologias e ter uma rotina de uso segura são requisitos para não transformar algo positivo numa fonte de problemas. Para quem leva as coisas a sério, a tecnologia é uma maravilha. Para quem não leva, os riscos continuarão intocados, com ou sem as facilidades por perto, podendo até aumentar. Por isso, elencamos as dicas principais para o melhor uso dos PEDs como “malas de voo eletrônicas”:

  1. Como tudo que você faz na aviação, tenha um padrão operacional e siga-o com disciplina. Se você decidir usar um PED como sua “mala de voo eletrônica”, saiba o que está fazendo. Há risco de um Inspetor da Anac multá-lo por estar usando PED? Sim. Há quem já tenha sido fiscalizando com PED a bordo sem sofrer nenhuma punição? Sim. Portanto, se decidir usar, avalie se os benefícios dos PED e aplicativos valem a pena considerando um pior cenário, ou seja, tal prática ser considerada violação em caso de fiscalização. Sua decisão de se modernizar, infelizmente, pode se tornar uma amolação, pelo menos por enquanto.
  2. Decidido a usar, tenha claro que você terá de cuidar bem da sua nova “mala de voo eletrônica”. Afinal, lá estarão todas as informações relevantes para que o seu voo ocorra em segurança. Ela tem de se tornar parte do seu procedimento padrão e ser checada cuidadosamente antes de cada voo, tanto em termos de hardware quanto de software. Ter certeza de que está totalmente carregada (e que sua bateria durará tempo mais do que suficiente para o voo que vai fazer) é indispensável. O mesmo vale para os equipamentos auxiliares, como aumentadores de sinal GPS e captadores de sinais de ADS-B (ainda indisponíveis no Brasil, por falta de planejamento).
  3. Experimente vários aplicativos, converse com seus amigos, estude opiniões na internet e, principalmente, faça seu julgamento sobre o que melhor lhe convém. Quem voa em aeronaves com painéis digitais ou mesmo com aparelhos GPS portáteis mais robustos, principalmente para voos IFR, tem a obrigação de estar com as informações sempre atualizadas. Tenha suas assinaturas sempre em dia, tanto as do painel quanto as do seu PED e veja se as informações baixadas no painel, no GPS e no PED são iguais, antes de voar. Há vários casos em que as atualizações baixadas nos equipamentos do painel não vieram, no mesmo ciclo, idênticas às do PED. Descobrir isso no meio de uma aproximação IFR não é uma boa ideia. Entenda a diferença das bases de dados. Nem todos os aplicativos oferecem informações de todos os aeródromos brasileiros, nem as frequências de comunicação. Não se esqueça, com ou sem PED e aplicativos: a verificação de NOTAM e do ROTAER é sempre fundamental.
  4. Cheque o funcionamento do seu PED no solo, antes de voar, principalmente depois de atualizações. Todo mundo sabe que eletrônicos nem sempre funcionam bem depois de atualizações. Não espere para ver se isso está correto em voo. Você deve caprichar na verificação da sua aeronave em solo antes do voo. Isso incluirá seu PED e os aplicativos. A melhor iluminação e o contraste da tela são parte fundamental desses ajustes em solo.
  5. Estude atentamente os manuais tanto do PED quanto dos aumentadores de sinais e do aplicativo que decidir usar. Em quase todos eles está expresso que os sinais de telefonia “internos”, do próprio PED, devem ser desprezados para efeito de voo. Só consomem bateria. Ajuste para que o PED se conecte automaticamente aos aumentadores de sinais, se esse for o caso, e teste a conexão antes de começar a voar. O que não for útil para o pleno funcionamento da sua “mala de voo eletrônica” não deve estar ligado, pois só consumirá energia.
  6. Por bom senso e usando como referência a regulação norte-americana (que não obriga, mas recomenda), não faz sentido deixar no solo pelo menos as cartas de papel que você sabe que vai usar na sua rota, decolagem, destino e alternativas, seja para voo VFR ou IFR. Eletrônicos também são máquinas e, como tal, podem falhar. Não pague para ver. Use a excelente ferramenta que o Decea disponibiliza (AISWEB) e tenha em mãos, impressas, as cartas que sabe que pode usar.
  7. Nos países em que já se usam PED como “malas de voos eletrônicas” há muitos anos, recomenda-se que os pilotos planejem sua transição, treinando o uso da novidade. Isso deve envolver, no mínimo, a escolha de como vai acomodá-lo na cabine e do aplicativo que melhor convém, a decisão de como vai adicionar as novas tarefas de uso do PED (antes, durante e depois dos voos) nos seus checklists e assim por diante.
  8. Não abandone seus processos tradicionais de uma vez. Dê um tempo para experimentar as ferramentas novas sem deixar de lado o que sempre fez e deu certo, converse com quem já usa e, lógico, faça isso sem comprometer a segurança dos seus voos. Experimente fazer a transição do uso dos meios tradicionais para a eletrônica em simuladores de voo (principalmente para quem vai usar os PED para voos IFR). Invista em treinamento no solo, usando simuladores, em escolas homologadas. As linhas aéreas já fazem isso há décadas com resultados comprovadamente importantes para a segurança das suas operações. Não vá ser mais um, ou mais uma, a entrar para estatísticas por “tentar” em voo aquilo que deveria ter treinado em um simulador, em escola homologada.
  9. Peça para alguém mais experiente acompanhá-lo em seus voos e checar se o que está fazendo faz sentido. Instrutores não são profissionais que só servem quando você quer obter suas licenças. Tenha sempre gente qualificada por perto, chame-os para rechecá-lo com regularidade, independente do que dizem as regras. Pilotos de linha aérea são avaliados o tempo todo, mesmo voando muito mais do que um piloto típico da aviação geral. Por que você poderia se sentir um super-herói e considerar que não precisa disso?
  10. Esteja pronto para reconhecer, se for o caso, que as novas tecnologias podem ter limitações para a sua operação, não se encaixam no seu jeito de voar, tiram segurança ao invés de adicionar. Se esse for seu caso, exerça sua prerrogativa de comandante e use os métodos que lhe parecerem mais seguros, fáceis e confiáveis. Tem muita gente que não usa e não quer usar PED ou cartas eletrônica, com motivos muito razoáveis para isso.
  11. Não se esqueça: no Brasil o uso de PED não está regulado. Ao decidir fazê-lo e abandonar totalmente os métodos tradicionais, você estará conscientemente ingressando numa área regulatória cinzenta. Não se pode voar no Brasil, segundo a legislação em vigor, sem “cartas aeronáuticas a bordo”, lembrando que as normas não especificam quais os fornecedores dessas cartas devem ser do Decea, impressas ou eletrônicas. Devemos nos lembrar que as normas foram escritas num tempo em que informações aeronáuticas eram sinônimos de papel, o que não é mais verdade há tempos.
  12. Embora existam diversos aplicativos a venda por poucos dólares, poucos incluem o Brasil nas suas bases de dados. Tenha certeza de que o aplicativo inclui oficial e regularmente as informações aeronáuticas daqui. Há excelentes aplicativos brasileiros, bastante disseminados. Seu critério de escolha deve ser adequado à sua realidade de uso. Um bom hardware com um bom software pode significar mais segurança, mas o inverso também é verdadeiro.
  13. Não transforme seu PED num brinquedo enquanto voa. Ele não está lá para isso. O risco de distração existe (que pode ocorrer com qualquer outra coisa a bordo e até mesmo com as cartas de papel) e você tem de estar bem consciente da razão que o fez usar o PED durante os seus voos. Baixar mensagens, e-mail, consultar notícias e tirar fotos não são atividades aeronáuticas e você pode fazê-lo com calma quando estiver no solo. Nada é tão urgente que precise ser respondido durante o voo, quando você é o comandante. Sem dúvida, as funções não relacionadas aos aplicativos de voo devem estar desabilitadas durante o voo. Um PED na cabine deve servir para facilitar a sua vida e trazer mais segurança ou, então, deve estar desligado. Ou um, ou outro.

Faltam normas

Com força tarefa dedicada exclusivamente à aviação geral, que opera sob o RBHA 91, Anac busca revisar seus regulamentos no menor prazo possível,
incluindo uso dos PED

Baseados numa filosofia menos paternalista e prescritiva, mais objetiva e factual, as autoridades aeronáuticas dos Estados Unidos têm promovido uma extensa revisão de parte dos seus regulamentos para a aviação geral. Sabe-se que a Anac conhece esse movimento e por intermédio de uma força tarefa dedicada exclusivamente para a aviação geral (que opera sob o RBHA 91), busca encaminhar algumas soluções no menor prazo possível. Um dos tópicos que está sendo objeto de estudo por parte da agência é o uso dos PED (Dispositivos Eletrônicos Portáteis) pelos pilotos da aviação geral. Espera-se que a agência se manifeste em breve, de preferência, pedem os pilotos, indicando que o uso dessas tecnologias não representa nenhuma violação, evitando regular detalhes e definindo uma regra geral simples, que estabeleça as responsabilidades dos usuários. É esse tipo de abordagem regulatória que vem dando certo no exterior. Um ótimo exemplo é a AC 91-78/FAA de 20/07/2007. Simples, prática e funcional. Em poucas páginas está tudo explicado, desde 2007, para os pilotos norte-americanos. Quem pretende continuar a voar no Brasil faz bem em torcer, e contribuir, para que essas iniciativas da Anac se tornem realidade.

Se decidir usar um PDE, avalie se os benefícios valem a pena considerando um pior cenário

As tecnologias evoluem com muito mais velocidade do que os processos tradicionais de homologação e você não deve deixar de usar o que for trazer mais segurança para você e seus passageiros. As tecnologias estão aí. Não regredirão. O Brasil está atrasado e precisa se adequar a essas novas realidades. No entanto, tecnologias fazem sentido quando usadas por homens e mulheres inteligentes, que concluiram por si mesmos o que funciona e o que não funciona para as suas operações e que já definiram como vão usá-las. Modismo é um negócio que nunca deu muito certo na aviação.

Lembre-se de que quem voa sob o RBHA 91 (aviação geral privada) é inteiramente responsável pelas decisões que toma. Ficou no passado o tempo em que as regras deveriam vir para prescrever em detalhes o que gente responsável deve fazer. A liberdade tem preço e a moeda principal nesse novo jogo é a responsabilidade.

Humberto Branco é empresário, administrador de empresas, consultor, piloto privado + IFR, vice-presidente da Associação de Pilotos e Proprietários de Aeronaves (APPA) e conselheiro da Anac.

Luis Antonio Meloni é administrador de empresas, engenheiro, empresário na área de softwares para PED, piloto privado (Anac e FAA) + IFR e diretor de Inovação da APPA. 

Fabio Freitas é engenheiro e empresário, piloto comercial + IFR e diretor de Aeronavegabilidade da APPA.

Aplicativos úteis

Softwares para tablets e smartphones destinados a quem pilota

LogTen Pro

Lançar horas de voo na CIV é uma tarefa tão importante quanto enfadonha, ainda mais para quem voa fora do Brasil. Uma solução prática para organizar as horas, ou manter o formato padrão da FAA, é o LogTen Pro. O aplicativo desenvolvido pela Coradine Aviation Systems oferece uma série de recursos importantes e simples. Além de lançar as horas de maneira fácil, após a versão 6.0 é possível assinar todos os documentos, seja tocando a tela com o dedo ou usando uma caneta especial. O app integra-se ao iCloud da Apple, eliminando a necessidade de se fazer o backup de seus dados, que são gravados na “nuvem” automaticamente. Já os dados de voo mais recentes ficam sempre disponível.
Preço: US$ 79,99 (+ impostos)
Idioma: Inglês
Plataforma: iOS e Android

iRotaer

Um dos desafios para a maior parte dos pilotos da aviação geral é o acesso as últimas atualizações do ROTAER. Além de ser um volume considerável de dados, as atualizações não seguem uma ordem e são feitas constantemente. O iRotaer é um projeto desenvolvido pela Airsoft Tecnologia e Informática com o objetivo de prover à comunidade aeronáutica brasileira uma ferramenta que dá acesso a informações de localidades, cidades, TMA, FIR, plataformas e “waypoints” sem necessidade de levar a bordo um volume do tradicional ROTAER. O aplicativo também permite o acesso off-line. Em locais com acesso à internet o sistema oferece acesso a um banco de dados mais completo, incluindo NOTAM, Cartas diversas, METAR/TAF, WAC, ONC, Slot e imagens de satélite. O aplicativo dispõe, ainda, de recursos como cálculos de distância, consumo, custo e tempo estimado de voo, informações sobre rumo verdadeiro e rumo magnético e planejamento de voo. Uma das virtudes é a atualização automática, que exige apenas uma conexão com a internet, podendo ser feita via telefone ou wi-fi. Segundo o desenvolvedor, as atualizações são realizadas mensalmente ou de acordo com as publicações do ROTAER. Também existe a versão Rotaer Desktop, voltado para a plataforma Windows.
Preço: Entre R$ 380 e R$ 449,99
Idioma: Português
Plataforma: iOS e Windows

Flight Guide iEFB Electronic Flight Bag

A Airguide Publications oferece o Flight Guide iEFB, um aplicativo que permite ao usuário ter acesso a uma infinidade de recursos, vendidos em pacotes. Entre as funções estão planejamento de voo, tráfego aéreo, mapa georeferenciado, guia de voo, cartas de mais de 5.000 diagramas de aeroportos, acesso a dados de METAR, TAF, AIRMET, SIGMET, Winds Aloft, WACS e TAC, entre outros recursos. Algumas funções estão disponíveis apenas para voos nos EUA, mas parte dos recursos é compatível com o Brasil. Uma das recomendações é que o iPad seja o modelo 3G/4G, pois é necessário o acesso a rede e dados de GPS para utilizar boa parte das funções.
Preço: Aplicativo gratuito e pacotes vendidos à parte
Idioma: Inglês
Plataforma:  iOS e Android

ForeFlight Mobile

Assim como o Airguide Publications, o ForeFlight Mobile é uma plataforma EFB (Electronic Flight Bag) que disponibiliza uma série de recursos oferecidos em pacotes, permitindo ao usuário personalizar o que deseja ter acesso. Um dos diferenciais é a opção de pacotes múltiplos, que variam de 2 a 100 pilotos, o que o torna ideal para pequenas empresas de aviação.
Preço: Aplicativo gratuito e pacotes vendidos à parte
Idioma: Inglês
Plataforma: iOS e Android

Sporty’s E6B

O Sporty’s E6B é uma evolução do tradicional computador de voo, permitindo realizar, em segundos, cálculos diversos para o correto planejamento de voo. O aplicativo foi desenvolvido a partir de uma poderosa linguagem, baseada em fórmulas e algoritmos que permitem plena confiança nos dados apresentados. Quando comparado ao tradicional E6B de metal, o Sporty’s E6B tem a vantagem de não apresentar qualquer margem para interpretações incorretas, já que todos os cálculos e conversões são feitas baseados em modelos matemáticos.
Preço: US$ 9,99
Idioma: Inglês
Plataforma:  iOS

AeroWeather

Para quem opera em aeródromos distantes, obter condições atuais e precisas sopre o clima é fundamental para um voo seguro. Porém, nem sempre existe uma estação meteorológica ou um computador por perto. Para quem deseja apenas um aplicativo simples para meteorologia, o AeroWeather é uma boa opção. O programa apresenta METAR e TAF com dados em formato original ou totalmente decodificados em textos compreensíveis. Além disso, também estão disponíveis informações adicionais, como ajuste de nascente e poente, crepúsculo, localização da estação, altitude, fuso horário e horário de verão.
Preço: US$ 3,99
Idioma: Inglês
Plataforma:  iOS e Android

Air Navigation Pro

O Air Navigation Pro auxilia pilotos na tarefa de fazer o planejamento de voo e a navegação em tempo real. É uma poderosa ferramenta, mesmo baseada em uma plataforma simples, o iOS. O aplicativo faz o uso do GPS interno do iPhone ou do iPad, mas aceita a conexão com uma antena externa, que permite a recepção de dados em aeronaves que voam em elevadas altitudes, longe do sinal da rede de telefonia celular. Utilizando os dados de GPS combinados com o giroscópio do aparelho, o Air Navigation Pro calcula a posição, a velocidade e a altitude da aeronave. O programa também dispõe de um catálogo variado de mapas e outros produtos que podem ser adquiridos e baixados diretamente do aplicativo. Segundo o desenvolvedor, são mais de 160.000 waypoints catalogados no espaço aéreo de 50 países, incluindo o Brasil. O programa inclui, ainda, cartas de navegação ICAO e dados digitais do terreno utilizados em visualizações 3D. Um dos destaques é a opção de advertência de terreno, que compreende a maior parte do território brasileiro. O Air Navigation Pro aceita uma assinatura extra para o recebimento de Notam e é capaz de gravar e salvar as informações de voos e registrar em tempo real a partir de uma conta online.
Preço: US$ 49,99
Idioma: Inglês
Plataforma: iOS e Android

CENIPA

O Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), responsável pela investigação e prevenção de acidentes aeronáuticos no Brasil, criou um aplicativo inédito para oferecer aos aviadores uma nova ferramenta prevenção. O programa permite ao usuário comunicar formalmente situações de perigo, consultar procedimentos a serem adotados em caso de acidentes aeronáuticos, conferir e matricular-se nos cursos de prevenção de acidentes aeronáuticos, acessar os telefones de emergência para comunicar um acidente, entre outras funções. O aplicativo ainda oferece acesso a METAR e TAF.
Preço: Gratuito
Idioma: Português
Plataforma:  iOS

Por Edmundo Ubiratan


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Artigo publicado nesta revista


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