Aviação Militar

Ivan Plavetz E Santiago Oliver em 2 de Outubro de 2012 às 11:20

FÁBRICA DE AVIÕES EM SANTA CATARINA
A Novaer Craft Empreendimentos Aeronáuticos assinou um protocolo de intenções para a instalação de sua fábrica de aviões de pequeno porte com aplicação civil e militar na cidade de Lages, região serrana de Santa Catarina. A empresa, que tem atualmente sede em São José dos Campos (SP), associou-se no empreendimento à SC Participações e Parcerias (SC PAR) de Santa Catarina com o apoio do governo do estado, da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) e da prefeitura do município de Lages. As estimativas de investimentos giram em torno de R$ 80 milhões. Além da instalação da nova planta industrial em Lages, a primeira do gênero em SC, a Novaer Craft irá formar na capital catarinense um centro de tecnologia, onde atuarão cerca de 120 engenheiros. A Novaer está desenvolvendo um modelo de avião monomotor para ser configurado em duas versões, militar e civil, ambas construídas predominantemente em fibra de carbono. A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), disponibilizou R$ 10 milhões para o desenvolvimento e construção do protótipo, que deverá decolar pela primeira vez no primeiro trimestre de 2013 para o início dos ensaios e do processo de certificação. Denominados provisoriamente T-Xc (versão militar de treinamento) e U-Xc (versão civil de uso múltiplo), os dois modelos devem começar a ser produzidos em série no final de 2014. O T-Xc tem chances de ser selecionado para substituir os "quarentões" T-25 Universal da FAB.

CONFLITOS SIMULADOS
A Operação Sabre II reuniu na Base Aérea de Anápolis, em Goiás, 60 aeronaves e 600 militares durante o XXX Torneio da Aviação de Caça (TAC), com o objetivo de treinar as unidades operacionais da Terceira Força Aérea (III FAE), responsável pela aviação de caça e de reconhecimento da FAB. O cenário tático para os exercícios foi constituído por dois países imaginários. O conflito simulado mobilizou aviões de combate F-5M, Mirage 2000C (designado F-2000 na FAB) e A-29 Super Tucano, bem como aviões de alerta antecipado e controle E-99, de reconhecimento R-99 e reabastecedores KC-130. O torneio envolveu ainda militares do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), do Comando Geral de Operações Aéreas (Comgar), do Comando de Defesa Aeroespecial Brasileiro (Comdabra) e do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). Destaque para o primeiro treinamento noturno de simulação de combate. Com a soma dos pontos, o Primeiro Esquadrão do Décimo Grupo de Aviação (1º/10º GAv), Esquadrão Poker, saiu vencedor da XXX TAC. A próxima edição do TAC será realizada em 2014 na Base Aérea de Natal.

SEGUNDO CAÇA CHINÊS
Fotos que vazaram da China sugerem que o país está desenvolvendo um segundo caça stealth, que se parece com o F-35 Lightning e o F-22 Raptor americanos. A aeronave está sendo desenvolvida pela Shenyang Aircraft Corporation (SAC) e pode ser um concorrente direto do J-20, que vem sendo projetado pela Chengdu Aircraft Corporation (CAC), informou o Wall Street Journal. A designação do jato não está confirmada, pois já foi chamado de J-21, J-31 e T-60. O novo jato é bimotor e pode ter um peso máximo de decolagem maior do que o do F-35, o que pode ser um indicativo de ineficiências de projeto ou falta de confiança nos motores chineses.

NOVOS MOTORES PARA O HERCULES
A Rolls-Royce e a Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) estão realizando testes com um motor turbo-hélice avançado T56. Essa nova versão, a série 3.5, foi projetada com modernizações que tornam o equipamento ainda mais econômico e confiável.

SUPER TUCANO NA ESQUADRILHA DA FUMAÇA E NOS EUA
A Esquadrilha da Fumaça deve trocar em breve seus veteranos turbo-hélices EMB-312 Tucano (T-27 na FAB) usados desde 1983 pelos mais modernos e velozes EMB-314 Super Tucano (A-29 na FAB). Segundo um edital emitido em agosto último pelo Parque de Material Aeronáutico de Lagoa Santa (PAMALS), 12 aviões A-29 serão retirados da frota operacional da FAB e modificados para serem incorporadas ao Esquadrão de Demonstrações Aéreas (EDA). Ainda não há previsão de quando eles iniciarão sua carreira acrobática. Impulsionado por um turbo-hélice Pratt & Whitney Canada PT6A-68C de 1.600 shp, com velocidade máxima em voo nivelado de 590 km/h, o A-29 suporta cargas entre +7g e -3,5g durante as manobras. O mesmo Embraer A-29 Super Tucano também demonstrou as suas qualidades durante a convenção anual da Associação da Força Aérea em Washingon, DC, nos EUA. O turbo-hélice brasileiro é um avião de baixo custo e experiência comprovada em combate, projetado para cumprir missões de contrainsurgência, vigilância e apoio aéreo leve. Os armamentos Joint Direct Attack Munition ou Munição Conjunta de Ataque Direto (JDAM) e Small Diameter Bombs ou Bombas de Pequeno Diâmetro (SDB) da Boeing Defense, Space & Security foram recentemente selecionados pela Embraer para serem integrados ao A-29, adicionando-lhe novas capacidades, que poderão atender a futuros requisitos de seus clientes. Os armamentos da Boeing fazem parte do arsenal da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF), da Marinha dos Estados Unidos (USN) e de outros 27 clientes militares internacionais.

BOEING E AEL FAZEM TESTES VIRTUAIS
Parceria entre a norte-americana Boeing Defense, Space & Security e a brasileira AEL Sistemas S.A. permitiu a conexão, durante 25 minutos, de um sistema avançado de simulação instalado em St. Louis, no Missouri, EUA, a um simulador instalado em Porto Alegre (RS), em agosto último. Segundo a Boeing, o sucesso da experiência demonstrou a efetividade do compartilhamento de avançadas tecnologias referentes à consciência situacional e ao treinamento entre os EUA e o Brasil. Durante a demonstração, um simulador do avião de combate Boeing F/A-18E/F Super Hornet e um simulador do cockpit do caça F-5M compartilharam a mesma visão situacional e voaram juntos virtualmente dentro de um determinado espaço aéreo brasileiro, informou Jerry Berg, líder da equipe que esta cuidando do desenvolvimento de capacidades avançadas para o Super Hornet. Os dois participantes do ensaio dispararam armas virtuais contra alvos simulados e puderam observar ao mesmo tempo os resultados. A Boeing selecionou a Elbit para fornecer um mostrador digital de grande área (LAD) e um visor de cabeça erguida de baixo perfil (LPHUD) para o novo avião de combate F-15SE Silent Eagle e para o F/A-18E/F Super Hornet, este último competidor do F-X2 da Força Aérea Brasileira (FAB). Na condição de fornecedor-chave da Boeing, a Elbit, por intermédio da companhia norte-americana, esta investindo no desenvolvimento de cockpits de avançadas capacidades envolvendo a participação da AEL Sistemas.


EUROPEUS DE OLHO NO MERCADO NORTE-AMERICANO
O consórcio EADS (European Aeronautic, Defence & Space), controlador da Airbus e da Eurocopter, negocia com a BAE Systems uma fusão entre ambas as companhias, que criaria a maior empresa aeroespacial e de defesa do mundo, com um faturamento anual de quase US$ 100 bilhões e valor de mercado de US$ 49 bilhões. Em uma declaração conjunta divulgada à Londres Stock Exchange, a BAE confirmou que as discussões entre os dois fabricantes estão em andamento. O grupo Boeing - principal rival da EADS, criada em 2000 em um processo de fusão franco-alemão-espanhol - registrou no ano passado um volume de negócios de US$ 68 bilhões. O EADS-BAE aproximaria ainda mais os europeus do mercado norte-americano de segurança e defesa, já que os britânicos têm sólida parceria com o Pentágono. Com a fusão, o novo conglomerado teria centros de fabricação e tecnologia na França, Alemanha, Espanha, Reino Unido e EUA. Acionistas da BAE Systems seriam donos de 40% da nova companhia enquanto os acionistas da EADS teriam os 60% restantes.


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