Estóis

Autoridades exigem mais atenção da aviação de negócios para os estóis a grande altitude

Recomendação especial no treinamento de prevenção e recuperação de atitudes incomuns em voo

Por Ernesto Klotzel em 9 de Maio de 2017 às 15:00

Os operadores de aviões de negócios precisam se concentrar nos stalls a grande altitude quando estão treinando as técnicas de “prevenção e recuperação de atitudes anormais” (UPRT).

O efeito da menor densidade do ar sobre o desempenho e a aerodinâmica de um avião em grande altitude, pode provocar uma instabilidade não esperada por pilotos que não têm experiência em voar sem o piloto-automático, já que acima do FL290 (29.000 ft ou 8.850 m) se obedece ao protocolo de Separação Mínima Vertical reduzida (RVSM). 

O acidente causado pela perda de controle sobre o Mar da Arábia, em janeiro, envolvendo um Bombardier Challenger 604 em FL340 (10.400 m) reforça essa necessidade: o Challenger rolou diversas vezes após o encontro com o vórtice de um Airbus A380 e, segundo informações, perdeu 10.000 pés (3.000 m) de altitude antes da recuperação. O episódio causou ferimentos sérios nos passageiros e a desativação definitiva do Challenger, por danos sofridos ao exceder limites operacionais.

Quando executadas com perfeição, as “recuperações a grandes altitudes são lentas e suaves”.


Notícias UPRT RSVM Challenger 604


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