Aeroportos privatizados

Giuliano Agmont E Christian Burgos em 27 de Fevereiro de 2012 às 11:43

A concessão de Guarulhos, Campinas e Brasília à iniciativa privada marca o início de uma nova e promissora etapa do transporte aéreo brasileiro. Sem as amarras da burocracia governamental, os consórcios vencedores dos leilões terão mais agilidade para identificar as necessidades dos aeroportos e agir para torná-los mais eficientes e lucrativos, o que significa estabelecer uma nova relação entre investimentos e receitas. Difícil dizer apenas se as empresas estrangeiras encarregadas de executar a gestão operacional dos aeroportos estão prontas para o desafio, uma vez que acumulam experiências em terminais menos complexos. O ideal seria que levassem em conta não apenas questões como saguões de embarque e estacionamentos para automóveis, mas também, e principalmente, pátios para aeronaves, saídas rápidas e pistas de pouso.

Para o brigadeiro Mauro Gandra, nosso entrevistado desta edição, a privatização tende a remediar gargalos, mas com efeitos colaterais: “As tarifas vão subir”. Segundo ele, a Infraero exercerá um papel moderador nesse processo, só que sem poder de veto. Na prática, embarques, pousos, decolagens, permanências e outras taxas devem sofrer reajustes. É quase certo, porém, que as obras emergências para a Copa de 2014 sairão.

Apesar da relação atual com o dia a dia aeroportuário, Mauro Gandra guarda um vínculo especial com outro assunto de destaque desta edição: o Super Tucano. Tem até um quadro do avião em sua sala (foto). Foi dele a assinatura que autorizou o desenvolvimento desse sucesso da Embraer. Sucesso esse que deve se tornar ainda mais reluzente depois da concretização do contrato com a USAF. Por enquanto, as coisas estão indefinidas, conforme revelamos na matéria a partir da página 70, com os bastidores desse negócio.

Ainda nesta segunda revista do ano, um ensaio inesquecível com o biplano Waco, um clássico modernizado, que recebeu mais de 300 melhorias em relação ao projeto original sem comprometer sua concepção história. Decolamos com a máquina da pequena cidade de Saint Augustine, na Flórida, e pudemos constatar o que os barnstormers já sabiam: voar é um estilo de vida!

Voar é também chegar mais rápido de um ponto a outro, como comprovaram os projetistas da Cessna. Eles acabam de iniciar os testes em voo do protótipo do novo Citation Ten, um avião com potencial para ser o modelo civil mais veloz do mundo, brigando com o Gulfstream G650 por cada Mach 0.001. Nossa capa deste mês, com fotos inéditas no Brasil da máquina em ação.

Bom voo

Giuliano Agmont e Christian Burgos


Editorial

Artigo publicado nesta revista


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