Em busca da asa perfeita

A340 com asas de fluxo laminar inicia testes em voo

Programa Blade, que busca reduzir a emissão de poluentes no céu, combina perfil transônico com célula convencional

Por Ernesto Klotzel em 6 de Outubro de 2017 às 08:00

Um jato comercial Airbus A340-300 é a aeronave de demonstração do programa “BLADE” patrocinado pela União Europeia, que faz parte do projeto “Clean Air” (Ar Limpo). O primeiro voo, de 3 horas e 38 minutos, teve total sucesso. 

O projeto “BLADE”, sigla em inglês de Breakthrough Laminar Aircraft Demonstrator in Europe, explora a melhoria dos ‘rastros’ ecológicos, com uma redução de 50% no atrito do ar com as asas e de 5% nas emissões de CO2.   

Na parte externa, a aeronave é equipada com duas seções externas das asas com o perfil de fluxo laminar, sob testes. As profundas modificações no A340-300 utilizado como plataformas de testes, levaram 16 meses em Tarbes, com a colaboração de inúmeras organizações industrais da Europa.


 

Um grande número de voos adicionais será necessário para provar a viabilidade do perfil laminar como contribuinte de melhoria do meio ambiente. Nas asas existem centenas de pontos para medir a ondulação da superfície para auxiliar os engenheiros da Airbus a influência do escoamento laminar.

Em testes anteriores, a Airbus utilizOU câmeras infravermelhas – dentro do casulo – para medir a temperatura das asas e um gerador acústico que mede a influência da acústica sobre o perfil laminar.

Além disso, é utilizado um sistema de reflexão que detecta a deformação geral em tempo real durante o voo.  

VEJA O VÍDEO DO VOO

 

A meta principal do programa “BLADE” é permitir a medida de tolerâncias e imperfeições que podem estar presentes e ainda manter a sustentabilidade. Para isso, a Airbus vai simular todos os tipos de imperfeições de uma maneira controlada para se chegar às tolerâncias para a fabricação de uma asa laminar. Para tanto, serão previstos cerca de 150 voos de testes.

O perfil laminar das asas foi desenvolvido nos anos 60-70 nos laboratórios da NACA (antecessora da NASA) pelo conhecido aerodinamicista Richard Whitcomb, que também revelou o perfil supercrítico e os winglets. Seu trabalho mereceu um Prêmio Collier. 


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